A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concluiu nesta segunda-feira (31) sua operação militar na Líbia, sete meses depois de ter lançado a campanha por mar e ar que ajudou a derrubar e matar Muammar Gaddafi.
Ao anunciar a decisão na semana passada, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, chamou-a de "uma das mais bem sucedidas" operações na história da aliança de 62 anos. Nesta segunda-feira, em uma entrevista coletiva em Trípoli, Rasmussen aclamou o fim da intervenção na Líbia. "É ótimo estar na Líbia, na Líbia livre", disse ele. "Nós agimos para proteger vocês. Juntos nós tivemos sucesso. A Líbia está finalmente livre, de Benghazi a Brega, de Misrata até as Montanhas Ocidentais e a Trípoli."
Rasmussen afirmou estar orgulhoso do papel que a Otan desempenhou nos sete meses de insurgência contra Gaddafi. "À meia-noite de hoje, um capítulo bem sucedido da história da Otan vai chegar ao fim. Vocês já começaram a escrever um novo capítulo na história da Líbia. Nossos comandantes foram muito cuidadosos em garantir que não machucássemos vocês ou suas famílias", disse ele.
Em sua visita a Trípoli, Rasmussen reuniu-se com o Conselho Nacional de Transição (CNT) e com membros da sociedade civil. Apesar dos elogios de Rasmussen, a intervenção da Otan causou fendas na aliança e durou muito mais do que as nações ocidentais esperavam ou queriam.
O CNT anunciou oficialmente a liberação da Líbia em 23 de outubro, dias depois da captura e morte do líder deposto Gaddafi. Comandantes da Otan disseram que acreditam que a administração interina é capaz de cuidar da segurança do país.
A Líbia foi a primeira operação da Otan na qual os Estados Unidos procuraram dar um passo para trás no papel de liderança e que atraiu fortes críticas de Washington sobre a capacidade dos aliados depois que a aliança falhou em obter os resultados rápidos que esperava.
Quatorze membros da Otan e quatro outros países forneceram forças navais e aéreas, mas apenas oito nações da Otan participaram das missões de combate. Alguns grandes membros da Otan, notadamente a Alemanha, foram contrários à intervenção.