11 de julho de 2026
Nacional

PF indicia ex-presidente do banco PanAmericano por crimes financeiros

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O ex-presidente do banco PanAmericano Rafael Palladino foi indiciado hoje pela Polícia Federal sob a acusação de ter cometido seis crimes financeiros durante a gestão que supostamente deixou um rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição.

Os delitos atribuídos a Palladino são gestão fraudulenta; lavagem de dinheiro; induzir ou manter em erro sócios, investidores ou o órgão fiscalizador; maquiar balanços, manter ou movimentar recursos paralelamente à contabilidade do banco; e formação de quadrilha.

Esses crimes têm penas que, somadas, chegam a 41 anos de prisão. A lei também prevê pagamento de multa.

O inquérito da PF sobre as fraudes está em fase final. Nesta semana, devem ser concluídos os últimos depoimentos e indiciamentos.

Palladino compareceu à PF ontem para prestar depoimento, mas permaneceu calado. Sua advogada, Maria Elizabeth Queijo, disse que ele somente falará a uma “autoridade imparcial, em juízo”.

A advogada criticou a condução do caso pela PF. Segundo ela, o ex-presidente do PanAmericano não foi ouvido durante todo o inquérito. “Hoje, ele foi chamado para um indiciamento sobre o qual não tivemos sequer ciência dos fundamentos”, afirmou.

Ao deixar a PF, Palladino falou com os jornalistas e negou ter cometido os crimes. “Eu trabalhei por 22 anos no Grupo Silvio Santos. Foi um trabalho sério, honesto, sendo que 60% ou 70% do que aconteceu no grupo nos últimos anos teve minha participação: hotel, cosméticos, tudo que há de novo lá teve minha participação”, disse.

“Minha atitude sempre foi ilibada e nunca houve nada que me desabonasse. Estou sendo vítima de um linchamento público”, afirmou.