A produção da indústria brasileira teve em setembro uma performance abaixo da esperada, a pior desde abril na comparação anual, com queda na maioria dos setores.
A atividade recuou 2% em setembro ante agosto e contraiu 1,6% sobre igual mês de 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters projetavam queda mês a mês de 1,3% --com faixa de previsões de recuo de 0,20 a 1,70%-- e recuo anual de 1% --com respostas entre baixa de 1,50% a alta de 1,50%. O dado de agosto sobre julho foi revisto de declínio preliminar de 0,2% a 0,1%.
Em setembro sobre agosto, a queda foi generalizada, segundo o IBGE, atingindo 16 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Veículos automotores (-11%), que foi impactado em grande parte por férias coletivas.
Outras quedas importantes foram de Produtos do fumo (-30,6%), Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6%) e Máquinas e equipamentos (-4,1%).
Entre as categorias de uso, houve queda da atividade em bens de consumo duráveis (-9%), bens de capital (-5,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%). A de bens intermediários ficou estável.
Na comparação anual, 14 dos 27 setores tiveram recuo da produção, sendo as maiores influências negativas sobre o índice geral as quedas de Veículos automotores (-6,4%), Farmacêutica (-14,8%) e Têxtil (-16,7%).
Nas categorias de uso, a maior redução foi de bens de consumo duráveis, de 9,5%, puxada pela produção de automóveis.
Houve queda também em bens de consumo semi e não duráveis (-2,3%). Já os segmentos de bens intermediários e de bens de capital tiveram variação positiva, de, respectivamente, 0,3 e 0,2%.
No ano até setembro, a produção industrial acumulou alta de 1,1% e nos últimos 12 meses, de 1,6%.