O movimento Ocupe Wall Street arrecadou mais de 500 mil dólares somente em Nova York para sustentar suas manifestações contra o mercado financeira e, com sete semanas de movimento, seus manifestantes descobriram que ter dinheiro traz dores de cabeça.
Os desafios incluem como se tornar uma entidade sem fins lucrativos, como lidar com empresas de cartão de crédito que retêm parte das doações, a escolha de um banco que compartilha a filosofia do movimento e como definir o orçamento.
Os totais levantados --mais de 500 mil dólares em Nova Iorque e cerca de 20 mil dólares em Chicago, Richmond e em outras cidades-- têm surpreendido a todos, desde os manifestantes aos supervisores de suas finanças.
"Eu imaginei que elas (as doações) trariam talvez 10 mil dólares, talvez 20 mil dólares e não seria grande coisa. Elas chegaram rapidamente aquele montante e muito e mais por dia", disse Chuck Kaufman, co-coordenador, em Tucson, da Aliança para Justiça Global (AFGJ), o responsável fiscal do movimento.
"Nós estávamos surpresos e despreparados, por isso foi uma luta para conseguir lidar com o funcionamento do sistema, diante do volume do dinheiro que foi chegando", acrescentou.
A AFGJ é um grupo sem fins lucrativos, com raízes no ativismo-solidariedade da Nicarágua, da década de 1970, que desde então vem usando seu status de isenção fiscal para ser um guarda-chuva financeiro para outros grupos.
Ocupe Wall Street paga 7 por cento de sua arrecadação para o apoio do AFGJ --contabilidade, processamento de declarações fiscais e doação.
Embora o site do Ocupe Wall Street apresente um comitê de finanças com 87 membros, Kaufman disse que o núcleo é cerca de seis pessoas, incluindo um advogado, um contador e um tatuador.
Eles lidam com mais de 400 doações diariamente através de cartão de crédito, com uma média inferior a 50 dólares cada.