A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira aos demais líderes do G20 que o Brasil segue pronto para contribuir com recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI) na busca de uma solução para a crise na Europa.
A presidente disse, ainda, que o governo brasileiro não irá se opor à criação de uma taxa financeira mundial se houver consenso entre os países a favor da ampliação de investimentos sociais.
A França é a principal defensora da ideia de uma nova taxa sobre transações financeiras, com objetivo arrecadatório. A proposta, contudo, encontra forte resistência dos bancos e de países como a Grã Bretanha.
Em almoço que marcou o início oficial da reunião de cúpula do G20, Dilma manifestou preocupação de que a atual crise respingue nos países emergentes e frisou a importância de o grupo pensar em medidas que possam alavancar o crescimento global.
Mais tarde, em uma segunda sessão, Dilma frisou para o G20 que a crise econômica já provocou problemas cambiais e ampliação da liquidez global, afetando "muito" países como o Brasil. Para a presidente, a questão cambial deve ser tema de discussão internacional na próxima conferência da Organização Mundial do Comércio, a ser realizada em dezembro.