São Paulo - Termina hoje às 23h o prazo dado pela Justiça para a desocupação da reitoria da USP. Se a decisão for desrespeitada, há autorização de uso de força policial para retirada dos manifestantes.
O prédio foi invadido na madrugada de quarta por 5
estudantes contrários à presença da PM na Cidade Universitária, na zona oeste paulistana. A USP tem 89 mil alunos (5
mil nesse campus).
A nova data foi acertada em reunião entre representantes dos alunos e da reitoria, ocorrida no sábado.
Os invasores afirmam que a desocupação da reitoria depende de aprovação em uma assembleia geral dos alunos.
Ontem, os alunos discutiam a antecipação da próxima assembleia, prevista inicialmente para a quarta.
Para Alexandre Guimarães, 21 anos, da comissão dos estudantes, “só haverá assembleia na segunda após mais negociações com a reitoria”.
O procurador-geral da USP, Gustavo Ferraz Mônaco, afirma que a reitoria está disposta a fazer uma reunião hoje, desde que seja procurada.
Além da saída da PM, os invasores querem o fim de processos administrativos contra 2
alunos que estiveram em atos nos anos anteriores.
Em troca da desocupação, a reitoria oferece a criação de grupos para discutir o convênio firmado com a a polícia. Também se propõe a revisar os processos contra alunos.
A polícia passou a ter maior atuação na USP em setembro, em reação ao assassinato de um aluno no início do ano. A medida causou polêmica na universidade.
A entrada na reitoria ocorreu após a desocupação do prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), que havia sido invadido por estudantes em reação à detenção de três colegas por posse de maconha.
Na terça, mais de mil alunos realizaram assembleia que decidiu por 559 a 458 votos desocupar o edifício da FFLCH. A minoria derrotada, porém, invadiu a reitoria.