Bogotá - As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmaram em um comunicado divulgado na noite de anteontem que continuarão com sua luta armada, apesar da morte de seu líder, Alfonso Cano, durante uma operação militar na última sexta-feira.
A mensagem da guerrilha ocorre após o convite à desmobilização feito pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Segundo o mandatário, os guerrilheiros que não largarem as armas “terminarão ou em uma prisão ou no túmulo’.
“A paz na Colômbia não nascerá de nenhuma desmobilização da guerrilha, mas da abolição definitiva das causas que geraram seu nascimento. Há uma política traçada, e é esta que irá continuar” , disse o comunicado assinado pelo secretariado das Farc.
Cano, cujo verdadeiro nome era Guillermo León Sáenz Vargas, era o substituto do chefe e fundador das Farc, Manuel Marulanda (Tirofijo), que morreu de ataque do coração em março de 2
8.
Em setembro de 2
1
, Jorge Briceno (Mono Jojoy), número dois das Farc e chefe militar da organização, foi abatido pelos militares.
Fundada em 1964 e hoje com cerca de 8 mil combatentes, as Farc também perderam outros dois dirigentes históricos nos últimos anos: Raul Reyes, morto em um ataque aéreo contra o território do Equador, e Ivan Rios, assassinado por outro rebelde. Os dois integravam o bureau político das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
"Não será a primeira vez que os oprimidos e explorados da Colômbia choram um de seus grandes dirigentes. Nem tampouco a primeira vez que o substituirão com a coragem e a convicção absoluta na vitória", informou ainda o comunicado.