A Comissão de Ética Pública da Presidência da República determinou nesta segunda-feira (7) a abertura de procedimento preliminar pedindo informações ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre supostas irregularidades na pasta denunciadas pela imprensa no fim de semana.
A partir do momento em que for notificado, o ministro terá dez dias para prestar esclarecimentos. Reportagem da revista Veja desta semana denunciou envolvimento de funcionários do ministério em suposto esquema de cobrança de propina de organizações não-governamentais (ONGs) conveniadas com a pasta.
Um deles, o chefe de gabinete Marcelo Panella, já não trabalhava mais na pasta quando as denúncias foram publicadas.
Por meio de nota, o Ministério do Trabalho afirmou que o assessor Anderson Alexandre dos Santos, citado na reportagem, também seria "imediatamente afastado." Também informou que foi aberta uma sindicância interna que terá a cooperação do Ministério Público e da Polícia Federal.
Lupi pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal seja acionada para investigar a suposta cobrança de propina.
A Comissão de Ética também decidiu aplicar censura ética ao ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, o primeiro a deixar a Esplanada no governo Dilma Rousseff por conta de denúncias de irregularidades. A censura não impede que Palocci ocupe cargos públicos, mas consta como uma "mancha" em seu currículo.