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Reuters/Tony Gentile |
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Primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, durante votação |
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira (7) que irá renunciar após sofrer uma humilhante derrota parlamentar, depois de uma rebelião partidária que o privou da maioria.
Em carta ao presidente Giorgio Napolitano, Berlusconi confirmou que deixará o cargo assim que o Parlamento aprovar reformas orçamentárias urgentes, conforme exigiu a União Europeia depois de a Itália virar a "bola da vez" da crise da dívida na zona do euro.
Câmara e Senado devem votar essas medidas ainda neste mês, selando o fim de 17 anos de domínio político do excêntrico magnata da mídia, de 75 anos.
Seu fracasso na implementação de reformas alimentou uma rebelião partidária, e Berlusconi disse à emissora de TV Canale 5, que pertence a ele próprio, que a única opção seria a antecipação das eleições. Isso, no entanto, poderia prolongar uma incerteza que já abalou a confiança dos mercados na Itália.
Napolitano disse que fará consultas para a formação de um novo gabinete. Acredita-se que os mercados e o presidente prefiram o comando de um tecnocrata, ou então um governo de unidade nacional.
O governo chegou a conseguir nesta terça-feira uma vitória em uma importante votação orçamentária, graças à abstenção da oposição, mas sem a maioria absoluta dos votos - foram apenas 308 deputados a favor, num total de 630. Faltaram oito votos para que o governo superasse o limite dos 50%, necessário para a aprovação segura de projetos de lei.