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Promotora disse que o ex-comandante Cláudio Luiz Silva de Oliveira mandava recados para juíza Patrícia Acioli |
A juíza Patrícia Acioli tinha informações de que o coronel da Polícia Militar Cláudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, planejava matá-la, disse nesta quarta-feira (9), durante audiência na 3ª Vara Criminal de Niterói, o promotor de Justiça Paulo Roberto Cunha. Ele trabalhava na mesma vara que a juíza, a 4ª Criminal de São Gonçalo.
Segundo o promotor, a juíza disse a ele que as informações sobre o suposto plano para matá-la haviam chegado por intermédio de um inspetor da Polícia Civil, de um inspetor penitenciário e por comentários feitos dentro do próprio Batalhão da PM em São Gonçalo.
De acordo com Cunha, a juíza temia por sua vida, mas resolveu não comunicar as ameaças ao Tribunal de Justiça porque não tinha nenhuma prova concreta. O coronel Cláudio Luiz, disse o promotor, tinha tido uma briga com a juíza há 20 anos e não colaborava com a iniciativa do Ministério Público de reduzir as mortes cometidas pela polícia. Patricia Acioli era conhecida por condenar policiais acusados de homicídio em São Gonçalo.
O promotor foi a primeira das testemunhas de acusação a serem ouvidas nas audiências sobre a execução da juíza, iniciadas hoje e que devem durar seis dias.
Outra testemunha ouvida hoje foi a promotora Ana Beatriz, que começou a trabalhar em São Gonçalo no início deste ano. Ana Beatriz disse que, em uma ocasião, Patrícia Acioli comentou que o coronel Claudio Luiz estava “mandando recados a ela”. De acordo com a promotora, a juíza não deixou claro se os “recados” seriam ameaças de morte.
O titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Felipe Ettore, responsável pelas investigações sobre o assassinato da juíza, também foi ouvido. Ele contou que chegou aos suspeitos por meio de interceptações telefônicas e de imagens de câmeras de trânsito.