09 de julho de 2026
Geral

Químicos conquistam 10,11% de reajuste no piso salarial

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 2 min

Agora está no papel. Os trabalhadores do setor químico do Estado de São Paulo terão 10,11% de reajuste salarial no piso, que passou para R$ 980,00. Este índice significa 3,07% de aumento real no salário, o que é uma conquista para a categoria. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajustada em 10,60%, agora vai para R$ 730,00.

O acordo salarial foi assinado nesta quarta-feira (9) por representantes de 33 sindicatos que representam os trabalhadores do setor químico no Estado e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em reunião ocorrida na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas (Fequimfar), em São Paulo. “Como a inflação é de 6,82%, tivemos aumento real”, ressalta Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru e região e secretário geral da Fequimfar.

Nas assembleias, realizadas em todo Estado, os trabalhadores aprovaram a proposta salarial apresentada pelos patrões aos sindicatos no último dia 31 de outubro, após intensa negociação. Para os salários acima do piso e até R$ 6.841,61, o reajuste é 9%. E para salários acima de R$ 6.841,61, o reajuste é fixo em R$ 615,75. “Conquistamos um bom índice de reajuste graças à mobilização da categoria”, comenta Bicalho.

O setor químico emprega mais de 115 mil pessoas no Estado de São Paulo, dos quais cerca de 5 mil na região de Bauru. Com um faturamento total de US$ 130,2 bilhões, a indústria química brasileira cresceu 29% em 2010, em relação a 2009. Todos os segmentos do setor apresentaram crescimento do faturamento em 2010. Neste ano, destacou-se o segmento de tintas, esmaltes e vernizes com crescimento de 30%.

O Sindicato dos Químicos de Bauru e região, como é conhecido, foi fundado em 1989. Sua base territorial é compreendida pelos municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Bauru, Boa Esperança do Sul, Bocaina, Boracéia, Borebi , Guarantã, Iacanga, Itaju, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves e Reginópolis, que concentram mais de 5 mil trabalhadores do setor