São Paulo - Quase metade dos estudantes do último ano de medicina no Estado de São Paulo não sabe interpretar uma radiografia e fazer um diagnóstico. A maioria também indicaria o tratamento errado para problemas como infecção na garganta, meningite, sífilis e não é capaz de identificar uma febre alta como fator que eleva o risco de infecção grave em um bebê.
A avaliação faz parte dos resultados de uma prova aplicada pelo Cremesp (conselho regional de medicina de SP) a estudantes do sexto ano do curso em 25 faculdades do Estado. A prova mostrou que 46% dos formandos não sabem conteúdos básicos e, por isso, não estão preparados para exercer a profissão.
Ao todo, 418 estudantes participaram da prova, que é opcional. Destes, 191 foram reprovados na avaliação - ou seja, acertaram menos do que 60% do exame.
“Quem faz a prova são os alunos que se consideram mais preparados, o que indica que esses resultados podem ser ainda mais preocupantes”, diz o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Jr.
A prova foi composta por 120 questões objetivas, distribuídas em nove áreas de estudo. Segundo o Cremesp, os formandos têm dificuldade até mesmo em áreas consideradas “essenciais” à medicina, como saúde pública.