São Paulo - Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) contrários à greve lançaram um plebiscito na Internet pedindo a opinião sobre a presença ou não da Polícia Militar na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. O plebiscito virtual pede ao aluno que coloque o seu número de registro na USP e a faculdade em que estuda para registrar o voto. O resultado vai ser divulgado no dia 20 de novembro, segundo o site de votação.
Anteontem à noite, alunos de três faculdades realizaram assembleias e aprovaram adesão à greve: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Escola de Comunicações e Artes (ECA) e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).
Debates e assembleias estão ocorrendo ao longo do dia na Cidade Universitária. Na ECA, o professor Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás, deu uma aula aberta aos estudantes na manhã de ontem.
“Segurança sim, PM não.” Esse foi o grito mais ouvido no protesto de estudantes da USP realizado ontem no centro de São Paulo. O ato reuniu mais de 3 mil alunos, segundo a organização - a PM estimou 1.000 pessoas.
Os alunos saíram do largo do São Francisco às 16h e seguiram pela praça da Sé, Vale do Anhangabaú e pela avenida São João. Com faixas, os manifestantes bloquearam várias ruas do centro, incluindo a avenida Ipiranga, o que complicou o trânsito na região.
O protesto teve a participação de professores da USP e de estudantes de outras universidades. Não houve conflito com a Polícia Militar. Cerca de 20 policiais da Força Tática acompanharam a movimentação nos arredores do prédio da prefeitura.
Os manifestantes exigem a saída do reitor João Grandino Rodas, a criação de um programa alternativo de segurança, a saída da PM do campus e a não punição aos invasores a reitoria.