Paulo Roberto Fernandes, funcionário da Prefeitura. Figura folclórica no meio público. Já teve um caso relatado nesta coluna, recentemente. Seus atritos funcionais com os ex-prefeitos Nilson Costa e Antônio Izzo Filho são de domínio público. Ele foi meu aluno (com 30 e poucos anos de idade) no curso supletivo noturno do Liceu Noroeste, nos anos 80. Mais tarde seria seu padrinho de casamento. Mas em uma bela noite, à saída da escola, Paulinho me pediu uma carona. Subíamos a pé pela calçada da Gustavo Maciel, em direção ao meu carro. Quando passávamos bem em frente a um pensionato dirigido por freiras, às 23 horas, Paulinho grita inesperadamente, em tom de brincadeira: "Irmã, abre a porta, queremos rezar!". Sinceramente, fui pego de surpresa pela galhofa inusitada do Paulinho. Abruptamente, a porta da frente do pensionato se abriu e uma freira idosa respondeu em alto e bom som: "Podem entrar!". Minha cara caiu no chão, de vergonha pela reação inesperada da freira septuagenária. Prossegui minha caminhada, deixando Paulinho para trás, fingindo que nada tinha a ver com aquela cena. E Paulinho, com cara de moleque travesso, riu e nunca soube se ajoelhou e rezou...
Gilberto Sidney Vieira