10 de julho de 2026
Esportes

Campeonato brasileiro: No fio da navalha


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Pressionado não só pela vitória, mas também pela conquista do título nacional. É assim que o Corinthians entra em campo neste domingo, às 17h, contra o Atlético Paranaense, no estádio do Pacaembu, faltando cinco rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. Ganhar o jogo, algo que se tornou necessidade após a derrota para o lanterna América-MG, é a maneira de o time se manter firme na liderança (confira as chances de cada equipe no quadro ao lado).

Por que é isso ou a turbulência virá forte. Sinal de que o Corinthians é um caso raro. É a equipe que por mais tempo habitou o primeiro lugar, mas a crise e os questionamentos sempre lhe batem à porta. O técnico Tite sabe disso e encontrou uma explicação para essa eterna tensão que ele vem sofrendo desde o ano passado. "Não bateu campeão, tu ficas pressionado. Há uma exigência (no Corinthians) para ser campeão, batemos duas vezes na trave e agora vamos a terceira". O treinador garante que não se sente no "fio da navalha". Mas diz esperar ficar em paz com seu trabalho e que torce para que isso seja com a conquista do título. Fraquejar na hora decisiva, segundo Tite, também faz mal a alguns jogadores. Boa parte desse elenco falhou no Brasileirão de 2010, na pré-Libertadores contra o colombiano Deportes Tolima e na final do Campeonato Paulista, contra o Santos.

Um dos que mais sofrem com isso é o goleiro Júlio César, que mais uma vez se viu criticado por parte da diretoria depois que sofreu gol de falta nos minutos finais do jogo contra o América-MG. Tite teve uma conversa com o jogador, não considera que ele tenha falhado, mas entende a razão de tantas dúvidas sobre o goleiro de 27 anos. "Quando não se é campeão, vem a pressão. Quando conquistas algo, és visto de outra forma. O Júlio está inserido neste contexto, o Paulinho, o Ralf e o Tite".

São poucos os jogadores do elenco corintiano que já foram campeões brasileiros. Danilo, pelo São Paulo, e Emerson, vencedor com Flamengo e Fluminense, são exceções em um time que alçou à notoriedade Paulinho, Ralf, como já disse Tite, além de Leandro Castán e Wallace.

Até mesmo Liedson, artilheiro por onde passou, não tem um título nacional de peso em sua longa carreira. E há um outro problema. O jogador com mais bagagem, campeão brasileiro, campeão pela Seleção, já não é mais aquele: Adriano volta ao banco de reservas neste domingo, em uma nova tentativa de um recomeço. E ninguém sabe se dará tempo para o jogador fazer a diferença em tão pouco tempo e colocam até em cheque sua renovação de contrato, que termina em junho.

Para vencer o Atlético, de Antônio Lopes, que luta para não cair, a bomba caiu para Emerson, que só vai entrar em campo porque o clube conseguiu um efeito suspensivo. Ele vai entrar no lugar no time no lugar de Alex, machucado, e formar trio de ataque ao lado de Willian e Liedson. Os reservas Chicão e Jorge Henrique, que sentiram dores musculares ontem, foram cortados do jogo. Pelas contas do Corinthians, para ser campeão, é preciso vencer quatro dos cinco jogos. Há margem para um tropeço, talvez nos jogos fora de casa (Ceará e contra o perigoso Figueirense). Não neste domingo no Pacaembu.