Depois de um período de anonimato, retorno a este espaço democrático para me manifestar a respeito de fatos deveras desagradáveis e que desta vez não envolvem os políticos, como de costume, mas aqueles que, estando em processo de formação, deveriam agir com certa racionalidade e coerência para protestar contra aquilo que julgam importante e necessário para a instituição aonde recebem os ensinamentos que possam lapidá-los para o futuro. Mas vamos ao que interessa.
O referido artigo destina-se a destacar o lado negativo de alguns indivíduos ditos "alunos" que, ausentes de racionalidade e desprovidos de qualquer senso de coerência, usam de meios toscos para reivindicar e protestar a fim de convencer os reitores, professores e todos os membros daquela instituição de ensino superior, chamada USP, Universidade de São Paulo. Vivendo num país onde existe o chamado estado democrático de direito e onde é garantido a cada um dar sua opinião, esta deve ser exercida de modo racional e que por meios legais convencer que uma determinada ideia ou postura devem ser respeitadas. Não se trata de tolher alguém de manifestar-se ou de dizer aquilo que sobre algum tema que se apresenta.
É inadmissível que algo que cabe a todos, o direito de protestar e opinião, seja usado para quebrar, depredar e violar um espaço de suma importância onde deve, sim, haver opiniões diversas, onde as divergências existam sim, mas que cada uma deve ser considerada e respeitada e que se busque o meio termo para que haja um equilíbrio dentro daquilo considerado razoável numa sociedade dita "civilizada".
Agora, usar de meios esdrúxulos e brutais para provocar a instituição que, munida da autoridade e poder que lhe são conferidas, expulsaram dois alunos flagrados e isso é um absurdo. Tal como eu já disse, é obvio que as drogas devem ser varridas da vida de cada jovem, mas cada um usa a liberdade que lhe é dada como bem entender e se quiser fazê-lo que aja dessa forma. Mas criar toda uma situação e provocar os gestores da instituição e depredar as dependências da instituição porque uma minoria, mais precisamente dois alunos, foi varrida porque foram encontrados fumando maconha em pleno meio acadêmico é absurdo.
Que se punam os envolvidos na depredação das dependências de modo rigoroso e se possível que se providencie uma investigação e aqueles que forem julgados culpados recebam a punição que merecerem e que recebam da instituição do qual são alunos as seguintes punições nesta ordem: suspensão, gancho dos dias que julgar necessários e, se for o caso, que esses vândalos marginais sejam expulsos e que a Universidade de São Paulo possa ser um local onde haja cabeças pensantes e que estas sejam usadas para o bem e que toda e qualquer manifestação não pacífica seja coibida com os rigores da lei e que ela seja rígida com aqueles que ousarem desafiá-la. Portanto, que se procedam as investigações e ao final destas, que estes recebam a punição que lhes couber. Desculpem o desabafo e obrigado pela atenção.
Rodrigo Cabello da Silva ? RG 25.209.620-4