Rio - A ocupação da favela da Rocinha (zona sul do Rio) pelas forças de segurança, na manhã de ontem, repercutiu em sites de notícias no mundo.
El País
O site diz que centenas de policiais apoiados por blindados da infantaria da Marinha começaram a ocupar, ao longo da noite, a maior favela do Rio de Janeiro, a Rocinha, dominada durante décadas pelos narcotraficantes.
A Operação, batizada como Choque de Paz, começou antes das 5h, encabeçada por mais de 300 homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais), corpo de elite da polícia militar do Rio. O ingresso dos policiais foi precedido pelo sobrevoo dos helicópteros, enquanto os blindados abriam caminho por dois pontos da favela, sem que tenha sido escutados um só disparo.
CNN
A rede de TV norte-americana CNN publicou em seu site que uma força-tarefa militar especial estava prevista para ocupar três das mais famosas favelas do Rio de Janeiro ontem, em um esforço para ganhar o controle das comunidades dos grupos de traficantes.
O site diz que as forças militares chegariam em massa, como um enxame pelas ruas estreitas das comunidades Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.
The Guardian
O britânico “The Guardian”, disse que a polícia invadiu a maior favela brasileira e reproduziu uma declaração do consultor de segurança Paulo Storani, ex-capitão da unidade de elite Bope, na qual ele diz que a Rocinha é um dos pontos mais importantes do ponto de visa estratégico para o controle da polícia no Rio de Janeiro. Diz também que a pacificação da Rocinha significa que as autoridades fecharam uma alça de segurança em torno das áreas que receberão a maior parte dos Jogos Olímpicos e atividades Copa do Mundo.
Clarín
A manchete do jornal portenho diz que “uma enorme força de combate toma hoje a favela da Rocinha”. A matéria informa ainda que 2 mil homens de diversos batalhões policiais e a Marinha de guerra ocuparam a Rocinha.
Para garantir a conquista da favela com a menor violência possível, todos os acessos à comunidade foram bloqueados. A zona sul do Rio de Janeiro se tornou desde anteontem à noite um cenário de uma ação de guerra. Porém, com uma diferença: aqui é preciso evitar vítimas acidentais.