Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros, dono de memória prodigiosa, seguia com rigor uma espécie de script que incluía os gestos teatrais. Repetia o mesmo discurso em cada cidade. Milton Campos, o vice, ao contrário, abordava temas diferentes. Certa noite, Jânio observou:
- Dr. Milton, que maravilha. Um discurso para cada comício! Que cultura!
- Não é cultura, Jânio ? respondeu Campos, gentil. É incapacidade de memorizar.
Lúcio Jacomini - Do blog do Cláudio Humberto