09 de julho de 2026
Internacional

Síria solta dissidente e mais de mil presos durante os protestos


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Amã - A Síria libertou ontem o proeminente dissidente Kamal Labwani e outros mil prisioneiros, segundo a filha dele e a mídia estatal, num momento em que o governo sírio está sob crescente pressão diplomática por causa de sua repressão aos manifestantes pró-democracia.

Labwani, de 54 anos, foi solto depois de ter cumprido menos da metade da pena de 15 anos de prisão a que havia sido condenado pela acusação de ter incitado um país estrangeiro a invadir a Síria e insultado o presidente Bashar al-Assad.

A filha de Labwani, Hind, disse que ele estava bem, mas não estava a par da dimensão da insurreição contra o regime de Assad, que desde março vem se espalhando pelo país.

“Ele não tinha permissão para ler, ver ou escutar nenhuma mídia”, afirmou Hind  por telefone, de sua casa na cidade turística de Zabadani, na montanhosa fronteira com o Líbano.

 

Mais de 1.000 detidos

A agência oficial de notícias da Síria informou que 1.180 pessoas detidas durante a revolta também foram soltas ontem.

No entanto, entidades de defesa dos direitos humanos dizem que dezenas de milhares de pessoas detidas por motivos políticos desde o início dos protestos continuam presas e há milhares de desaparecidos.

Labwani, que é médico, foi preso no aeroporto de Damasco em 2005 quando voltava de Washington, onde disse que havia participado de uma reunião sobre direitos humanos com funcionários da Casa Branca, e condenado a 12 anos de trabalhos forçados por incitar à invasão do país.

Em 2008 ele foi condenado a mais 3 anos de prisão depois que seus companheiros de prisão disseram tê-lo escutado insultar Assad, que governa a Síria desde a morte do pai, o presidente Hafez al-Assad, em 2000.