Roma - O ex-comissário europeu Mario Monti formou um novo e tecnocrático governo na Itália ontem, para enfrentar a crise de dívida que ameaça toda a zona do euro. Autoridades disseram que o novo gabinete, anunciado por Monti no palácio presidencial em Roma, será empossado às 14h (horário de Brasília).
O governo tem a tarefa urgente de combater a crise que levou o custo de financiamento da Itália para níveis insustentáveis, deixando o país à beira de um desastre econômico. Monti disse esperar que os mercados internacionais sejam acalmados pelo novo governo e que será preciso convencer a população italiana e o Parlamento sobre medidas de rigor fiscal que devem ser dolorosas.
O primeiro-ministro, um respeitado professor de economia, disse que assumirá também a pasta de Economia no novo governo. Corrado Passera, diretor-executivo do Intesa Sanpaolo, maior banco de varejo italiano, foi nomeado para o Ministério de Infraestrutura e Indústria.
Após disputas entre partidos, que complicaram a tarefa de Monti, o governo formado não contém políticos. Alguns analistas disseram que a falta de políticos na administração pode torná-la vulnerável a emboscadas no Parlamento durante a tentativa de aprovar medidas duras de austeridade.