09 de julho de 2026
Política

Purini defende DAE nas mãos do PR

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

A iminente, ou anunciada, queda de André Andreoli da presidência do DAE repercutiu na sessão da Câmara Municipal de Bauru na tarde de ontem. Alguns vereadores defenderam que o cargo não seja mais ocupado por indicações políticas. No entanto, o líder do governo, Renato Purini (PMDB), defendeu a manutenção do acordo político entre o grupo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) para que a autarquia permaneça sob o comando do PR de Bauru.

O vereador e presidente do PMDB negou que a legenda esteja interessada em indicar um nome para o comando do DAE, como se especulou na semana passada depois que o JC antecipou o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) confirmando a necessidade de troca. Purini pontuou que será mantido o compromisso político em deixar a autarquia nas mãos do PR de Fernando Monti.

Ele afirmou que informações no sentido contrário não passavam de fofocas. Os autores dos comentários seriam, inclusive, ?colegas? do próprio partido. De qualquer forma, o presidente municipal do PR, o secretário de Saúde, Fernando Monti, de sua parte, deixou claro, em entrevista ao JC, que o prefeito não está obrigado a indicar para a autarquia alguém abonado pelos republicanos. Esta afirmação alimentou algumas alas "amigas" no governo.

Purini defendeu mudanças, mas foi diplomático ao defender que o PR faça a indicação. Ele apontou, porém, que há a necessidade de mudanças na gestão para que haja uma melhor articulação entre os setores da autarquia e o comando central e pela busca do equilíbrio entre o comando e a base do DAE.

Contando com André Andreoli, o PR indicou três presidentes para a autarquia ao longo do governo Rodrigo. Nesse sentido, Marcelo Borges (PSDB) comparou o DAE a uma empresa privada, argumentando que, no segundo caso, se um conselheiro indicasse três nomes para exercer um cargo e nenhum deles desse certo, seria ele o demitido. "Não deu certo. O DAE não é uma capitania hereditária", afirmou repetindo a frase que o próprio Fernando Monti utilizou ao comentar a abertura por indicação de outra fonte partidária ou política, na semana passada, ao JC.


Ode aos cabides


Mas o tucano defendeu o fim de nomeações políticas no DAE e enfatizou que a responsabilidade deve ser do chefe do Executivo e não de siglas partidárias. "Quem paga o pato por essa prática é a população, que fica sem água. Não é porque o [deputado federal] Milton Monti (PR) mandou um caminhão de som para a campanha do Rodrigo, que o PR tem que mandar no DAE", cutucou.

Na mesma linha, Paulo Eduardo de Souza (PSB) defendeu uma reformulação completa no DAE. "Não dá para ficar como está", ressaltou. O vereador acredita que a autarquia manteve uma estrutura que não acompanhou o crescimento de Bauru.

Purini, porém, argumentou que a presidência do DAE é também um cargo político e a nomeação não deve ser apenas técnica. A falta de ?jogo de cintura? é mencionada pelo governo, inclusive, como um dos fatores responsáveis pelo fracasso de André Andreoli a frente do DAE.