11 de julho de 2026
Regional

Sobar deve R$ 22 milhões há 12 anos a trabalhadores rurais


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Com a falência da usina Agrest (antiga Sobar), trabalhadores correm o risco novamente de ficar sem receber suas rescisões. O presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina, Abel Barreto, lembrou ontem que cerca de mil trabalhadores rurais há 12 anos aguardam receber indenização trabalhista do período da antiga Sobar, antes do grupo Petroforte assumir a usina. A dívida está estimada em R$ 22 milhões. “Desde 1998 ninguém recebeu. Às vezes, a Justiça é muito mais no papel do que é aplicada para fazer valer os direitos dos trabalhadores.”

Barreto afirma que a dívida é da massa falida e não mais da Sobar e da Petroforte. “Acreditamos que a massa falida possa fazer dinheiro e pagar os nossos direitos”. O temor é de novamente os trabalhadores serem prejudicados com a falência.

Sandra Pereira Regina do Carmo trabalha no corte de cana. Ela entrou com ação trabalhista há 12 anos e não recebeu quando foi demitida na época pela antiga Sobar, após trabalhar um ano e meio na antiga empresa. “Não recebi até hoje, tenho esperança ainda de receber”.

Ela no momento trabalha na Agrest, mas pode ser demitida novamente com a incorporação da destilaria à massa falida. “Tenho medo de ser mandada embora e (da direção) não acertar (o pagamento do salário). Todo mundo tem medo”, conta.

O presidente da Câmara de Espírito Santo do Turvo, Geraldo Teixeira (PSD), afirmou que o fechamento da usina Agrest pode levar o município ao caos social. “A usina é a nossa subsistência, ela gera cerca 2 mil empregos diretos e indiretos. Pedimos a Deus que não deixem fechar a usina”. Durante a manifestação, ficou definido que, na terça-feira, um grupo de trabalhadores vai até a capital no Tribunal de Justiça para pedir a revogação da liminar que suspendeu o acordo.