Uma avaliação nacional feita pelo Ministério da Educação (MEC) revelou que cinco universidades da região situadas nas cidades de Avaré, Ibitinga São Manuel e Ourinhos estão com desempenho inadequado em relação a outras centenas de instituições de ensino do Brasil. Já as faculdades de Marília e de São Carlos estão no topo do ranking. O estudo é feito com base na quantidade de professores doutores e pelas notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
As Faculdades Integradas de Ourinhos ficaram com o 344º lugar, o Instituto Municipal de Ensino Superior de São Manuel com o 364º, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga com o 368º, a Faculdades Integradas Regionais de Avaré com o 388º e a Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas da mesma cidade com a 409ª colocação no ranking nacional.
A melhor representante da região é a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) que mostrou qualidade do ensino considerada de excelência garantindo o primeiro lugar no curso de medicina veterinária e o segundo com a faculdade de medicina. A universidade ainda garantiu a décima colocação com o curso de agronomia.
A Unesp de Marília (100 quilômetros de Bauru) foi considerada a terceira melhor faculdade de fisioterapia e a 21ª melhor do País no curso de medicina. O segundo melhor lugar no ensino em fisioterapia ficou com a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), localizada a 162 quilômetros de Bauru, que tem o melhor curso do País em terapia ocupacional.
Segundo o MEC, o método de avaliação utilizado foi o Índice Geral de Cursos (IGC), que é uma das medidas usadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas para avaliar as instituições de educação superior, públicas e privadas. A avaliação é baseada na análise das condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às instalações físicas, ao projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Enade.
A equipe de reportagem do JC entrou em contato com a Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Avaré (120 quilômetros de Bauru) para comentar a colocação no desempenho de ensino nacional, mas não obteve retorno do diretor da instituição, que não estava na universidade.