Teerã - O Irã iniciou manobras de defesa aérea na parte oriental do país, para reforçar a proteção de regiões povoadas e de centros estratégicos, especialmente instalações nucleares, segundo afirmou hoje a agência oficial Irna.
Reforçar a coordenação entre forças militares também está entre os objetivos anunciados dos exercícios.
Vistas como um aviso aos inimigos, as manobras acontecem depois que autoridades de Estados Unidos e Israel voltaram a sugerir um ataque aéreo contra instalações nucleares do Irã para evitar que o país persa desenvolva a bomba atômica.
Apesar de insistir que seu programa nuclear é usado apenas para pesquisas médicas e produção de energia, o Irã está submetido a sanções econômicas e financeiras por parte de ONU, EUA e União Europeia.
As manobras, que começaram na noite de ontem, abrangem cerca de 800 mil km2, cerca de metade da superfície do país, e durarão quatro dias, com táticas ofensivas e de coordenação entre unidades militares e de apoio.
O país passou do estado de vigilância “normal” para o de “alerta máximo”. Unidades operativas de Defesa Aérea de várias forças militares e dos serviços de inteligência iranianos participam das manobras, em que são utilizados equipamentos de comunicações, radares e também mísseis de fabricação nacional.
Anteontem, a AIEA (agência nuclear da ONU) aprovou uma resolução elaborada por Alemanha, China, França, EUA, Reino Unido e Rússia que expressa “profunda e crescente preocupação” pelos indícios de que o Irã trabalhe para desenvolver bombas atômicas.
O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Tom Donilon -que acompanhava o presidente Barack Obama, na cúpula da Ásia Oriental, em Bali (Indonésia)- disse ontem que o Irã se encontra sob “um isolamento sem precedentes”.