09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Auriverde pendão da minha terra..."


| Tempo de leitura: 2 min


Comemoramos ontem, 19 de novembro, o 122º aniversário de nossa Bandeira. Sabemos que a origem das bandeiras simboliza a glória, a fé e a sintese de ideais dos indivíduos e coletividades de uma nação. Porém, não é suficiente, sabemos. Cada dia que passa e, principalmente, na época que nossa geração atravessa, faz-se-nos necessário de maneira responsável e ousada uma tomada de consciência estruturada, para que não esqueçamos ou não nos deixemos persuadir do significado real que tais adjetivos contém.

Mosaico de panos coloridos, que traz o verde da floresta, o ouro das riquezas da terra e da gente, o azul e as estrelas do firmamento para formar a imagem da Pátria, seu drapejar altivo, deve reviver o passado de glórias e aqueles que o dignificam, e convocar para a solidariedade ao labor construtivo de todos, na doação abnegada ao presente, renovando a esperança no futuro da grandeza e naqueles que se preparam para construí-lo.

Conselheira do soldado na nobre missão de guardar a honra, a integridade e as instituições patrias, é testemunha severa de seu juramento solene. Na paz, companheira no posto isolado, ondeia impávida aos ventos da fronteira, afirmando a soberania e proclamando a inviolabilidade do território. É sempre o lábaro que unge e magnetiza moços e velhos nos momentos solelene da vida nacional, e arrebata em explosão contagiante o povo feliz nas horas de alegria coletiva.

É ela que nos inspira. Dediquemo-nos de corpo e alma ao trabalho são e às nossas responsabilidades com vontade de franqueza inerentes àqueles que trazem consigo a consciência tranquila do dever cumprido. Somente assim nós, brasileiros, estaremos condicionados a prosseguir unidos e irmanados pelas mesmas causas. Somente assim enxergaremos não sobre o colorido do nosso Pavilhão, mas através dele, à custa da honestidade e sinceridade de propósitos e da ação de cada um, o ressurgimento do sentido sagrado da família, que é a base da própria sociedade e o estêio de uma Nação pujante e feliz.

"Bandeira idolatrada, altiva a tremular, onde a liberdade é mais uma estrela a brilhar". Que ao tremulares ao vento em todos os recantos do nosso território faça-o despertando a consciência de teus filhos e reativando-lhes o caminho da verdade e do bom senso.


Antonio Grecco