Londres - Nunca houve tanta gente vivendo com o vírus da aids, mas isso se deve à oferta mais ampla de medicamentos que mantêm os pacientes vivos e bem por muitos anos, segundo um relatório anual divulgado ontem pelo programa da ONU para o combate à doença (Unaids).
Michel Sidibe, diretor da agência, disse que 2010 foi “o ano da virada” na luta contra o vírus HIV. Cerca de 2,5 milhões de mortes foram evitadas em países de baixa e média renda desde 1995 graças ao lançamento e distribuição de novas drogas, segundo a Unaids. Essa tendência se intensificou nos últimos dois anos.
Desde o início da pandemia de aids, na década de 1980, mais de 60 milhões de pessoas já foram contaminadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a aids. Coquetéis de drogas conseguem controlar o vírus durante vários anos, mas não há cura nem vacina preventiva.
O relatório diz que o número de soropositivos no mundo subiu de 33,3 para 34 milhões de pessoas entre 2009 e 2010. Dos 14,2 milhões de pessoas que deveriam estar em tratamento nos países de baixa e média renda, 6,6 milhões (47%) estão efetivamente recebendo os remédios.