10 de julho de 2026
Polícia

DIG esclarece homicídio de homem retirado de córrego

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Welinton Rodrigues da Silva disse que está arrependido

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) esclareceu, nesta quarta-feira (23), a autoria do assassinato de Renato Gama Simões, 40 anos, encontrado morto com três perfurações no crânio no dia 17 de setembro, às margens do córrego Barreirinha, na divisa entre os jardins Flórida e Silvestre, em Bauru. Welinton Rodrigues da Silva, 23 anos, conhecido como “Neguinho”, confessou o crime e afirmou que matou Simões porque ele o havia ameaçado de morte em razão de uma dívida de drogas. O autor do homicídio foi preso em casa, no Jardim Marília, na manhã desta quarta-feira.

Sem oferecer resistência, ele relatou que matou Simões na noite de 15 de setembro, ao encontrá-lo casualmente na quadra 3 da rua Felício Atala, no Jardim Flórida, próximo a um ponto de venda e consumo de drogas. “Eu estava andando com revólver para me defender, porque sabia que ele podia vir me matar. Eu estava devendo fazia um mês e ele já tinha batido em mim uma outra vez. Mas estou arrependido do que fiz”, contou ele, argumentando que o crime não foi premeditado. Na ocasião, a vítima estava acompanhada de outra usuária de entorpecentes, Regina Leonel dos Santos, 28 anos, que acabou se tornando a testemunha-chave para a elucidação do caso.

 A polícia acredita que o crime tenha sido planejado, já que a arma utilizada - um Taurus calibre 38 – teria sido comprada por Silva no mesmo dia do assassinato. O revólver, até hoje, não foi localizado.

Conforme Regina contou à polícia, logo após o assassinato ela teria sido obrigada a ajudar Silva a arrastar o corpo de Simões até o córrego Barreirinha, onde foi encontrado dois dias depois, a cerca de 500 metros do local do crime. Silva, no entanto, nega ter participado da ocultação do cadáver.

“Ele disse que atirou e fugiu. Mas, por haver uma contradição nas versões, a realidade dos fatos ainda terá de ser investigada”, aponta Granja, adiantando que a testemunha Regina ainda poderá ser indiciada por coautoria de ocultação de cadáver, crime pelo qual Silva também poderá ser julgado como autor.

Inicialmente, ele responderá inquérito por homicídio duplamente qualificado, por não ter dado chance de defesa à vítima e por tê-la matado por motivo fútil. A pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão. O acusado permanecerá preso temporariamente por 30 dias na Cadeia Pública de Duartina.