Nos últimos dois anos, o Brasil subiu duas posições no ranking que afere o poder de compra dos países e, em 2011, passou a ser a 7.ª maior economia do mundo, ultrapassando a França e o Reino Unido. A evolução do cenário econômico no País tem aumentado a capacidade produtiva das empresas, gerando maior competitividade. Para o trabalhador, isso se reflete em mais oportunidades, e o empregador precisa investir em estratégias para atrair e reter os talentos necessários aos seus planos de expansão. Oferecer programas de promoção à saúde é um dos itens que têm sido cada vez mais valorizados nas relações de trabalho.
Para ressaltar a importância disso, no próximo dia 28 a AD Corretora de Seguros promoverá em Bauru um evento gratuito denominado "Os desafios atuais da gestão da saúde empresarial", com palestra ministrada pelo médico e consultor de empresas no setor de saúde privada Roderick Wilson. O encontro será na Casa do Médico, a partir das 19h.
Estudos recentes mostram que possuir uma política atrativa de benefícios com a promoção da saúde no local de trabalho tem se tornado um dos grandes diferenciais no atual mundo corporativo. De acordo com o último ranking anual da revista Exame sobre as dez melhores empresas do Brasil para se trabalhar, todas elas mantêm compromissos com a saúde de seus trabalhadores.
Entre elas, as três primeiras colocadas ainda incluem no pacote de benefícios o apoio psicológico e a extensão do seguro de saúde e/ou convênio médico dos funcionários a seus dependentes.
Pesquisas desenvolvidas nos últimos anos mostram que o desempenho do trabalhador está diretamente relacionado às suas condições físicas, mentais, espirituais e sociais. Funcionários com baixos índices de motivação utilizam somente 8% de sua capacidade de produção. Já em empresas que mantêm seus colaboradores motivados, este mesmo índice pode chegar a 60%.
Responsabilidade
Durante a palestra ministrada em Bauru no próximo dia 28 pelo médico e consultor Roderick Wilson, será possível observar que o comprometimento das empresas em promover a saúde de seus colaboradores não está ligado apenas ao aumento da produtividade. Também contribui para demonstrar que uma empresa é socialmente responsável, protege e reforça a imagem e o valor da marca, reforça o compromisso dos trabalhadores para com a empresa, cria mão de obra mais competente e saudável, reduz os custos para a empresa com acidentes, doenças e quebras de produção, retêm os talentos humanos e incentiva os trabalhadores a permanecerem na vida ativa durante mais tempo.
De acordo com André Dabus, diretor da AD Corretora de Seguros, "nota-se um aumento do interesse dos empresários de Bauru e região por seguros de saúde e convênios médicos diferenciados, que possam atrair e reter mão de obra qualificada para estas empresas. Nem sempre o salário é o fator de maior peso na decisão dos indivíduos em optar por uma vaga. Os seguros de benefícios podem pesar como moeda nesta balança", observa.
Qualquer empresa, independentemente do porte, pode obter benefícios consideráveis ao investir na saúde de seus colaboradores. Segundo especialistas, melhorias simples podem aumentar a competitividade, a rentabilidade e a motivação no ambiente de trabalho. O desafio está em desenvolver uma política de benefícios atrativa para todos os funcionários.
Já existem consultorias especializadas em ajudar as empresas a obter soluções e resultados nessa área. O empresário compartilha com a consultoria suas necessidades e objetivos e recebe apoio na elaboração de políticas personalizadas, que vão desde melhorar a agilidade da equipe na gestão dos benefícios até implantar políticas de incentivo à saúde.
Motivação que gera resultados
O tema da retenção e atração de talentos está no topo das prioridades do setor de Recursos Humanos das empresas. Entre os pilares deste processo estão os planos de benefícios, porque atendem a dois objetivos ao mesmo tempo: da empresa e do colaborador.
Os benefícios são utilizados como remuneração indireta, melhorando o pacote de contratação sem gerar encargos. Também aumentam a proteção social do colaborador, possibilitam o melhor conhecimento do grupo de funcionários através de indicadores e geram relacionamento de longo prazo. Além disso, compõem uma parte indispensável da remuneração total, sendo um ponto importante como estratégia para atrair e manter o capital humano.
Além de constituir uma obrigação legal e social, o bem-estar dos empregados, a saúde e a qualidade de vida no trabalho podem ser traduzidos em redução do absenteísmo, maior produção e rentabilidade para as empresas.
"Um indivíduo desmotivado tem dificuldades em converter seu potencial em ações reais. Quando um trabalho não é bem feito, o empregador fica insatisfeito e a empresa perde lucratividade", diz o médico e consultor de empresas no setor de saúde privada Roderick Wilson.
Existe uma relação clara e direta entre os comportamentos sociais de uma empresa e a sua reputação, suas vendas, sua marca e, naturalmente, o seu valor global. Um ambiente saudável leva as pessoas a se sentirem mais seguras, mais dispostas a ousar, a trazer novas ideias e a se envolver mais com o trabalho que desenvolvem. A consequência direta é a melhora dos resultados.
Programa de benefícios
Contar com uma série de benefícios não é o mesmo que possuir um Programa de Benefícios para oferecer aos funcionários. A criação de um programa específico pressupõe a determinação de regras sobre a forma com que cada item deste plano se relaciona um com o outro.
Por exemplo: a gestão adequada do plano de saúde permite um melhor entendimento a respeito da utilização de consultas e exames, proporcionando indicadores que poderão interferir no custo direto (despesas com seguros e/ou convênios) e indireto (ausência do colaborador de seu posto de trabalho). Esta regra também é valida para os planos odontológicos. O estudo do perfil dos colaboradores também pode influenciar na criação de pacotes flexíveis e mais atrativos.
Existem consultorias especializadas em desenvolver diagnósticos e propor soluções customizadas de benefícios, tornando-se importantes aliadas às empresas que necessitam equacionar políticas que contemplem gerações diversas.
De acordo com André Dabus, diretor da AD Corretora de Seguros, o modelo do seguro de saúde, atualmente, pode complementar o conceito dos planos de saúde (convênios médicos e/ou medicina de grupo). Neste caso, são empresas seguradoras que atuam na área da saúde suplementar da mesma forma que em seus outros segmentos, sob o princípio do mutualismo.