09 de julho de 2026
Política

Coordenador nomeado gera discussão

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A audiência pública marcada para discutir, na tarde de ontem, o Estatuto do Magistério proposto pela Prefeitura de Bauru deixou clara a insatisfação de vereadores e professores com a forma de escolha de profissionais que ocupam os cargos de coordenação pedagógica nas unidades escolares de Bauru. Essa função, bem com a de vice-diretoria, são classificadas como de confiança.

A primeira a levantar a discussão foi a vereadora Chiara Ranieri (DEM), presidente da Comissão de Economia da Câmara Municipal e responsável pela convocação da audiência. Ela também integra a área de Educação no Legislativo. Roque Ferreira (PT) também ponderou que não considera positiva a escolha dos professores que ocupam o cargo de coordenação a partir de indicação dos diretores de escola. A ideia é de que essas funções sejam preenchidas por concurso público.

Além do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), a diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Suzy da Silva, participou da audiência e enfatizou a crítica. "O coordenador pedagógico deve auxiliar os professores de uma escola. Se ele estiver diretamente ligado à direção da unidade, isso se torna muito preocupante", avaliou.

O Sinserm, através de Idelma Corral, ainda pontuou que outras propostas foram reprovadas pela entidade, mas não absorvidas pela administração.

A secretária municipal da Educação, Vera Casério, afirmou que a nomeação dos coordenadores pedagógicos é uma reivindicação dos próprios diretores, atendida pela administração. "É um pedido da categoria para que eles possam escolher pessoas de sua confiança para exercer funções que, vez ou outra, podem substituí-los na direção da escola", pontuou.

Mas o argumento da secretária se encaixa nas ideias explanadas por Suzy. Para amenizar, Casério explicou que, em muitos casos, a escolha da coordenação pedagógica das escolas acontece a partir da apresentação de projetos pelos professores e professoras que pleiteiam o cargo.

Entretanto, o vínculo ligado ao diretor de escola atende a esse profissional, mas não à categoria. O conjunto dos profissionais indica que o melhor caminho é a desvinculação, com preenchimento por concurso. Há menor resistência para a indicação de vice-diretor por confiança, esta sim uma função mais ligada à titular até em razão das substituições.