10 de julho de 2026
Política

Sinserm quer divisão para atuar na área de educação inclusiva

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

A criação de uma divisão multidisciplinar para a orientação de professores e equipe na lida com o ensino especial foi uma das demandas apresentadas pelo Sinserm na audiência de ontem. A diretora da entidade, Idelma Corral, defendeu a contratação, por concurso público, de equipe com fonoaudiólogo, psicólogo escolar e psicopedagogo. "É muito importante que os professores tenham subsídio para o desenvolvimento de atividades pedagógicas no ensino inclusivo", pontuou.

Chiara Ranieri lembrou que o Plano Plurianual (PPA) do município prevê a contratação desses profissionais para atender, inclusive, a toda a rede municipal. Mas a criação da estrutura não deve ser discutida no Estatuto do Magistério, tema de ontem, mas sim no Plano de Cargos, que já foi votado e é lei.

A secretária Vera Casério argumentou que a estrutura atual já conta com o respaldo de profissionais de assistência social, mas ponderou que o assunto deverá ser discutido junto ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). "Vai gerar impacto no orçamento. Além disso, essa é uma questão que deveria ser discutida no Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCSs), não no Estatuto do Magistério", pontuou.


Crítica

Roque Ferreira criticou, na audiência, a discussão desarticulada de três instrumentos importantes para a formatação da educação em Bauru: o PCCS, o Estatuto do Magistério e o Plano Municipal de Educação. "Em algum momento, eles vão entrar em choque", avaliou o petista.

A secretária Vera Casério confirmou que já devolveu o projeto do Estatuto do Magistério à Câmara Municipal, depois de retirá-lo na última segunda-feira.

A pasta providenciou algumas mudanças reivindicadas pelo Sinserm e providenciou revisão do texto da proposta. Isso porque o relator da matéria na Comissão de Justiça, José Roberto Segalla (DEM), apontou erros nesse aspecto.