11 de julho de 2026
Nacional

Paleontólogos apresentam no RS dinossauro de 230 milhões de anos

Folhapress
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Porto Alegre - Os sucessores do bicho viraram os maiores vertebrados terrestres de todos os tempos, gigantes pescoçudos e comedores de plantas. Ele, porém, não era nada disso: velocista esbelto, media pouco mais de 1 metro do focinho à ponta da cauda e devorava insetos.

A criatura em questão é o Pampadromaeus barberenai, um dos dinossauros mais primitivos do mundo, com 230 milhões de anos. Como o nome sugere, o animal corria pelo interior do Rio Grande do Sul no período Triássico.

A espécie foi apresentada com pompa ao público ontem, em cerimônia comandada por alguns de seus descobridores na Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, na Grande Porto Alegre.

O achado premia a persistência de Sergio Cabreira, paleontólogo da Ulbra e um dos principais caçadores de fósseis da região Sul. Achado no município de Agudo, o esqueleto estava desarticulado (ou seja, com os ossos já espalhados) e incompleto, mas suficientemente preservado para trazer muitas informações a respeito do bicho.

Outro membro da equipe, Max Langer, especialista em dinos primitivos da USP de Ribeirão Preto, explica que o P. barberenai é um estranho no ninho quando comparado aos dinossauros com quem tem parentesco mais próximo, os saurópodes.

Esses bichos, como já foi dito, eram herbívoros por excelência. Mas o “novo” dino gaúcho tem detalhes  do maxilar e dos dentes que lembram os de carnívoros. “Esquisito”, diz Langer.