09 de julho de 2026
Nacional

Alunos da USP fecham av. Paulista

Folhapress
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São Paulo - Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) fizeram ontem novo protesto, em São Paulo, desta vez na avenida Paulista, que teve o tráfego interrompido nos dois sentidos, em momentos diferentes. A manifestação reuniu cerca de 1.000 pessoas, segundo a Polícia Militar. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirma que eram 6 mil.

Com gritos como “Rodas a culpa é sua, hoje a aula é rua”, “USP sim, polícia não” e “Pula, sai do chão, quem é contra a repressão”, os estudantes protestam contra a presença da Polícia Militar no campus da universidade, por um projeto alternativo de segurança e pela saída do reitor João Grandino Rodas.

“O ato é importante para acabar com o convênio da USP com a PM”, afirma a estudante do 3.º ano de arquitetura Luiza Souza, 20 anos. Segundo a aluna, a manifestação é uma “provocação pacífica”. “É um protesto, não temos como não incomodar ou provocar a polícia”, disse.

Rafael Ramiro, 21 anos, aluno do curso de audiovisual, diz que a presença da PM não gera segurança para o campus. “Entrei na manifestação depois da reintegração de posse do prédio da reitoria”, diz.

A assistente jurídica Simone Araújo, 38 anos, que passava pela avenida durante o protesto se diz favorável aos protestos, mas não contra a polícia. “O que os estudantes pedem (saída da PM do campus) é uma bobagem. A polícia garante a segurança dos alunos”.

Questionado sobre as possíveis provocações dos estudantes durante o protesto, o capitão Carlos Britto afirmou que a PM está indiferente. “Somos profissionais”, disse. Cerca de 50 policiais acompanham a manifestação.

Os estudantes fecharam a via no sentido Paraíso por volta das 18h, na altura da rua Augusta. Mais cedo, por volta 16h15, o alunos bloquearam toda a avenida Paulista no sentido Consolação, na altura do metrô Brigadeiro, por volta das 16h15. O protesto gerou congestionamento na avenida.