08 de julho de 2026
Geral

Amanhã é dia de prova da Fuvest

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 5 min

O vestibular da Fuvest, que tem sua primeira fase amanhã, não deve ser visto como um monstro por alunos que estão bem preparados. Essa é a orientação de professores ouvidos pelo Jornal da Cidade nesta semana. Ao todo, 146.885 candidatos disputam 10.852 vagas em cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP) e 100 vagas na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. O número de inscritos na Fuvest este ano cresceu 10,47% em relação a 2010.

Amanhã, os candidatos terão cinco horas para fazer 90 questões de múltipla escolha. A prova começa às 13h (veja locais em Bauru no quadro), mas os 4.133 estudantes que farão a prova são orientados a chegar às 12h30.

A professora de português Valéria Assoline compara que o nível de dificuldade da Fuvest é equivalente ao vestibular da Vunesp e Unicamp, também tradicionais. "Exige um nível alto do aluno, mas os três exigem aluno criticidade e uma posição madura. Os outros vestibulares foram confinados ao Enem, que são os vestibulares das Universidades Federais. Se por um lado é positivo porque dá oportunidade para alunos de todo Brasil, por outro tornou o conhecimento mais genérico", afirma.

A adequação dos vestibulares aos novos conceitos de sociedade também chegou às universidades mais tradicionais. Por isso, a professora acredita que também a Fuvest hoje exige um conhecimento amplo do aluno. "Antigamente, a gente tinha que saber a exceção da exceção. Hoje em dia não, a gente te que saber de tudo um pouco. O mundo mudou, principalmente pela tecnologia. Os alunos são imediatistas e visuais", diz.

Paras as provas de amanhã, o vestibulando deve apresentar documento de identidade, caneta esferográfica (azul ou preta), lápis n.º 2 e borracha. O candidato não levar para os locais de prova nenhum tipo de equipamento eletrônico, como celulares, por exemplo.

A lista dos candidatos convocados para a segunda fase do processo seletivo será divulgada em 19 de dezembro. As provas desta segunda etapa acontecerão entre os dias 8 e 10 de janeiro.

Como orientação para seus alunos, a professora de português defende que para se sair bem na Fuvest é preciso escrever. "Sabendo escrever ele atinge o seu objetivo", garante.

Segundo a Fuvest, o curso de engenharia civil do campus de São Carlos é o mais concorrido do vestibular, com 52,7 candidatos por vaga. Em 2010, a graduação ficou em quinto lugar na lista das mais disputadas.

A carreira de medicina, campeã do processo seletivo do ano passado em número de concorrentes, este ano está em segundo lugar, com 51,18 candidatos por vaga. Em seguida vem os cursos de publicidade e propaganda (com 47,20 candidatos por vaga), e relações internacionais (com 44,55 candidatos por vagas).

O menos procurado esse ano, com 1,3 candidato inscrito por vaga, é o recém-criado curso de saúde pública.

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Na véspera do vestibular não se deve estudar, orienta professor


Com 30 anos de experiência, sendo 20 deles acompanhando a preparação de jovens para o vestibular, o professor Rubens José Benini, de geografia, orienta que os alunos que se sentirem preparados, não devem usar as horas antes do vestibular para estudar. Mas, aqueles que retardaram a preparação, podem dar uma revisada no conteúdo mais comum aos vestibulares. "Eu acredito que véspera de vestibular não é hora de estudar, mas sim de investir na calma e na tranquilidade, mas aquele aluno que resolveu levar a sério apenas o terceiro ano (do ensino médio) tem que dar uma olhadinha no material que mais cai".

Efeito psicológico

Para o experiente professor de geografia, Rubens José Benini, além de tentar relaxar na véspera, o candidato da Fuvest deve procurar o equilíbrio no momento que começar a prova. Para isso, recomenda que o aluno folheie a prova, leia os enunciados para se ambientar com o que é pedido. Essa seria uma maneira de quebrar o primeiro impacto do nervosismo e condicionar o psicológico para que trabalhe a favor.

"Para passar o momento de desespero, não queira responder tudo de primeira. Vai curtindo a sua angústia. Chega um momento que sempre tem uma questão menos trabalhosa, que ele sabe a resposta. O aluno deve assinalar e de repente ele acerta uma e outra. Parece que não, mas isso tem um efeito psicológico muito grande. Curiosamente enquanto ele lê as questões, sua mente está cheia de informações, então quando ele repassa a prova, vão aparecer mais questões que ele sabe. À medida que vai acertando as questões, ele vai ganhando autoconfiança e passa a fazer a prova com tranquilidade", afirma.

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Estudantes: Fuvest impõe respeito


Renan Hass, 17 anos, presta provas amanhã para o curso de direito. Sua expectativa em relação ao vestibular da Fuvest, compara com o que sentiu quando prestou Unesp. "A Fuvest é outro nível. Impõe respeito, por ser a melhor faculdade do Brasil. Nessa hora o psicológico é muito importante."

Para Diego Adorno, 17 anos, a interpretação da prova já garante o bom desempenho, mas o que deve contribuir para vencer o desafio de um bom resultado na Fuvest é a bagagem cultural. "Com uma boa base e com a leitura, você relaciona o que viu em aula e os conhecimentos pessoais com a leitura do texto, interpreta, usa lógica e consegue resolver muitas questões", comenta o candidato a engenharia mecânica.

Beatriz de Castro, 18 anos, que também quer ser advogada, também acredita que amanhã, deve se sair bem. "Não adianta acreditar que só porque fez um bom ensino médio vai entrar. Tudo o que apresenta certa dificuldade dá medo. O histórico da Fuvest é de ser ?o vestibular?, então é psicológico, mas conforme a gente vai conhecendo, fica mais tranquilo", garante.