07 de julho de 2026
Geral

Tablets e telas: eletrônicos da moda

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 5 min

Sonhos de consumo povoam as mentes de quem está louco para martelar o cofrinho o ano todo. Mas é no período que antecede ao Natal que eles afloram com maior vigor. Entre os objetos de desejo para a turma antenada em tecnologia, boa parte do décimo terceiro salário em 2012 está reservada para os portáteis e, mais do que tudo, versáteis, tablets.

Se os multifuncionais gadgets ainda não substituem totalmente os note ou netbooks, principalmente quanto à funcionalidade profissional, esses pequenos mas potentes aparelhos compensam no fator praticidade, entretenimento e conectividade.

Entre os mais desejados, talvez o líder na intenção de compra, está o Ipad, da Apple, cuja segunda versão saindo do forno já habita os sonhos de quem se amarra em tecnologia. Com preço estimado na faixa dos R$ 1,6 mil, o tab da "empresa da maçã", além dos atrativos inerentes ao próprio produto, ganhou um chamariz extra.

A morte de Steve Jobs, fundador da empresa e criador dos equipamentos que revolucionaram o mundo digital, como os potentes computadores Macintosh, o tocador de arquivos de áudio Ipod, além do tablet que já é coqueluche entre os aficionados, também impulsiona as vendas do sonhado aparelho. "A comoção com a morte do Steve Jobs também divulgou, ainda mais, o produto", atribui Carlos Martins, gerente de uma importante loja do segmento de informática de Bauru.

Além do falecimento do cabeça da Apple, vitimado por um câncer em outubro, evidentemente que a multifuncionalidade do aparelho é um grande atrativo, salienta Martins. "É óbvio que ele reúne uma série de facilidades para o dia a dia", reconhece. "É o mesmo efeito de quando surgiram os primeiros celulares com câmera", compara.

Entretanto, para quem ainda acha salgado mergulhar no aparelhinho mágico da Apple, existem outras alternativas para o mesmo segmento que, apesar de saírem mais em conta, não deixam a desejar quanto ao desempenho e apresentam até algumas vantagens principalmente para quem quer multifuncionalidade sem gastar muito com aplicativos.

Diferentemente do Ipad, o tablet da Samsumg, o Galaxy Tab, é um deles. Munido do sistema operacional Android, que roda sobre o núcleo Linux, um dos chamados softwares livres, o gadget, na versão com tela de 7 polegadas, pode ser encontrado nos magazines e lojas especializadas na faixa de R$ 1 mil. Já o tablet, da mesma marca, com visor de 5 polegadas, está orçado na casa dos R$ 700. "São equipamentos que tendem a substituir definitivamente o notebook e o netbook", aposta Everton de Campos Rosa, representante de compras de loja de informática da cidade.

Outra facilidade propiciada pelas sonhadas pranchetinhas eletrônicas é a autonomia. Diferentemente dos tradicionais computadores portáteis, que necessitam de recarregamento da bateria após poucas horas de utilização, os tablets demoram até 12 horas para "apagar".

Telas fininhas

Mas os tablets, apesar de na ponta de muita gente quando o assunto é sonho de consumo eletrônico, não estão sozinhos na lista de quem pretende investir o dinheiro extra de final de ano em tecnologia ou já realizou antigos desejos.

Os cada vez mais acessíveis televisores de tela fina e grande, seja no sistema LCD ou retroiluminados por LEDs, também engrossam a lista dos objetos de desejo eletrônicos, assim como os também já populares smartphones, que o diga quem já realizou o sonho por antecipação.

É o caso do técnico em informática Felipe dos Santos Vitalino Guimarães, de 22 anos, que, há três meses, leva no bolso todas as funções desses revolucionários celulares. "Desde que eles (smartphones) foram lançados queria comprar", diz ele, que optou por um modelo com software operacional livre.

Entretanto, os modelos com aplicativos pagos, destacam os mais antenados, não têm preços dos programas fora do comum, alguns são bem acessíveis, apontam, além da maior variedade de funções nos sistemas oferecidos. "Quero comprar um Ipad. Apesar de ter notebook, é um equipamento muito versátil e que dá para fazer uma graça", brinca o operador de triagem Luiz Fernando Titon Pereira, de 26 anos.

Ele, cujo último sonho de consumo realizado foi a compra de um televisor LCD de 37 polegadas, entretanto, faz um alerta aos mais apressados em se atualizar tecnologicamente. Não adianta, recomenda ele, buscar aparelhos sofisticados se não há a possibilidade de utilizar todo o potencial que os mesmos disponibilizam ao proprietário.

Um exemplo de potencial desperdiçado são os próprios televisores modernos observa ele. "Comprei minha TV após pesquisar bastante e ciente de tudo o que seria possível com ela. Utilizo ao máximo o aparelho", afirma ele, referindo-se à capacidade dos monitores em exibir imagens em alta definição. "Comprei para o uso específico nisso, com um aparelho tocador de bluray", detalha. "Mas muita gente não se liga nisso, quer mesmo uma tela grande", comenta.

De fato, a maioria dos proprietários de televisores de tela fina, principalmente no interior, ainda desconhece todo o potencial de seus monitores. Apesar do conversor digital embutido na maioria dos equipamentos, a transmissão de sinais de TV nesses moldes, fora dos grandes centros, ainda é embrionária, ao menos nas emissoras captadas por "via terrestre", ou seja, através de antenas convencionais de UHF.


"(In) definição"


O sinal digital no interior ainda é captado apenas nas transmissões a cabo (não confunda digital, possível até nos televisores antigos equipados com conversores externos, com HD) ou via satélite, também na TV por assinatura ou por meio de antenas parabólicas convencionais turbinadas com receptores digitais, orçados na casa dos R$ 400 em lojas de componentes eletrônicos. Sinal em alta definição no interior, por enquanto, é exclusividade da TV paga (cabo ou satélite), em alguns canais apenas.