Dois homens são perseguidos por uma viatura do Comando Grupo Patrulha (CGP), da Polícia Militar, fogem de carro e em determinado momento descem do veículo e entram em uma mata. Imediatamente, em apoio aos policiais do CGP, equipes da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam), e o helicóptero Águia cercam o local, este último para acompanhar pelo alto a fuga dos suspeitos e evitar que fujam para outro local. Em seguida, policiais do Canil e o pastor alemão Chacal entram na mata, dão voz de prisão e rendem os dois suspeitos.
A cena que durou cerca de 2
minutos foi montada na manhã de ontem, depois de intensamente estudada e definida pelo do Capitão PM Força Tática Renato Ramos, e também contou com a colaboração de dois soldados voluntários, que desempenharam o papel de bandidos na estratégia de treinamento.
A simulação foi realizada em uma área rural da zona Sul de Bauru, próxima ao Canil, como treinamento para os policiais da Força Tática. Participaram quatro equipes do CGP, Rocam, Canil e Grupamento Aéreo.
Sob o comando do Capitão Ramos, 18 homens desempenharam papéis específicos no simulado que reforça o desempenho conjunto das equipes do Tático. “Temos uma área rural e pode ocorrer um delito nessa região, como roubo de gado ou em fazenda. Mas, também pode ocorrer na área urbana, com o indivíduo que foge para a zona rural e se esconde na mata. Para esse combate existe uma conduta, um procedimento”, afirmou o Capitão.
Embora cada equipe treine separadamente suas ações, dentro de condutas próprias, eventualmente a Força Tática une os grupos para aprimorar o trabalho conjunto. “Tudo é coordenado. Em treinamentos como de hoje (ontem) fica bem claro isso. O Águia faz o cerco aéreo, a Rocam consegue manter o cerco terrestre e fazer a prisão, mas não consegue entrar na mata, então tem o cão que entra na mata. Então reúne todas as equipes para resolver. Cada equipe faz a sua parte e treina a sincronização do time”, explicou Ramos.
O Canil faz treinamento para busca em mata, para localizar droga e em ações de Controle de Distúrbios Civis (CDC), como reintegração de posse.