10 de julho de 2026
Nacional

Pressionado, Ocupa Sampa desmonta barracas na Paulista


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São Paulo - Manifestantes do movimento Ocupa Sampa, que estavam acampados desde a noite de quarta-feira na praça dos Ciclistas da avenida Paulista, região central de São Paulo, desmontaram as barracas na madrugada de ontem.

 

De acordo com integrantes da manifestação, o motivo foi a pressão exercida pela Polícia Militar.

 

Policiais acompanham o acampamento desde o começo e, na madrugada de ontem, pediram que as barracas fossem desmontadas, alegando ser proibido acampar em praça pública.

 

Com a negativa do grupo, a Tropa de Choque foi chamada e chegou ao local por volta das 5h.

 

No mesmo horário, o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, chegou ao local para manifestar apoio ao movimento.

 

Após conversa entre todos, as barracas foram desmontadas e a Tropa de Choque deixou o local, por volta das 6h3

.

 

Policiais ainda ficaram no local acompanhando os manifestantes, que não deixaram o local e planejam fazer um protesto ainda ontem. Eles também devem entrar com pedido na Justiça para manter o acampamento na praça.

 

 

Críticas

 

O Ocupa Sampa é inspirado em movimentos ocorridos neste ano no mundo todo, em que grupos de jovens acampam durante semanas, até meses, em frente a prédios de governos, bancos ou grandes corporações. O mais famoso ocorreu em Wall Street, em Nova York, principal centro financeiro dos EUA.

 

Em São Paulo, o acampamento começou no dia 15 de outubro, com barracas armadas sob o viaduto do Chá, na frente da prefeitura. Nesta semana, os manifestantes se mudaram para a avenida Paulista, em busca de visibilidade.

 

Sem liderança definida, os manifestantes dizem que são apartidários, não violentos e que só tomam decisões com votação.

 

Mas o objetivo de tantas barracas reunidas não é dos mais claros. Há cartazes contra a corrupção, as moradias precárias, a usina de Belo Monte. Também não falta o alvo preferido, o “$i$tema”.