11 de julho de 2026
Nacional

Ministra da Cultura quer expor parte da Europalia 2011 no Brasil

Da Redação JCnet
| Tempo de leitura: 2 min

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o governo fará esforços para levar para o Brasil parte das exposições apresentadas na Europalia 2011, bienal realizada na Europa, que a cada ano homenageia um país. Esse ano o país reverenciado é o Brasil.

São 2.650 peças em exposição na Europalia, de 700 artistas. Dessas obras, 850 são tombadas pelo Patrimônio Histórico Brasileiro. De acordo com a ministra, ainda não há recursos previstos para levar obras raras para o Brasil. Lembrou, no entanto, que em outubro passado a própria presidenta Dilma Rousseff, ao participar, em Bruxelas, da cerimônia de abertura do festival, falou do desejo de ter as obras em exposição no Brasil.

O festival é grandioso e custou ao Brasil cerca de R$ 30 milhões. São cerca de 600 eventos em programações que incluem artes plásticas (24 exposições), música (171 shows e concertos), dança (67 espetáculos), teatro (40), literatura (29 eventos) e cinema (77 filmes). "O que trouxemos para a Bélgica é um Brasil que existe, mas é um Brasil que não se conhece. Aqui na Bélgica nunca chegou coisa parecida", destacou a ministra.

Uma das maiores exposições em Bruxelas é a Terra Brasilis, em cartaz no espaço cultural ING, na capital belga. A mostra, que reúne mais de 400 peças entre pinturas, gravuras, livros, objetos de decoração e animais empalhados, além dos projetos naturais com amostras de botânica.

Impressiona também a exposição Brasil, Brazil, em cartaz no Bozar, centro cultural dos mais importantes de Bruxelas. A mostra faz um passeio pela arte brasileira desde o século XVIII até a modernidade. Nesse percurso, obras de Aleijadinho, valiosas telas do período romântico como a primeira missa no Brasil, de Victor Meirelles, e Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo. Já na fase moderna, vários exemplares de Tarsila do Amaral incluindo o Antropofagia, símbolo máximo do modernismo brasileiro.

Além disso, obras-primas de Anita Malfati, Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Lazar Segall, Alfredo Volpi, Maria Martins e Arthur Bispo do Rosário tornam incalculável o valor da exposição.