08 de julho de 2026
Internacional

Irã diz que sanções atrapalham diálogo do programa nuclear

Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

Teerã - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que as novas sanções impostas ao Irã por vários países ocidentais diminuem as possibilidades de negociar sobre o programa nuclear iraniano, em entrevista divulgada hoje pelo canal de TV por satélite Jaam-e-Jam. Também ontem, os parlamentares aprovaram reduzir a cooperação com o Reino Unido em resposta a sanções. 

 

“Vocês nos impõem sanções, utilizam diversas medidas contra nós e esperam que estejamos dispostos a discutir nosso programa nuclear?”, declarou Ahmadinejad à TV iraniana, dirigindo-se especialmente os Estados Unidos. 

 

“Nós estamos prontos para dialogar e colaborar, mas eles estão buscando o confronto”, acrescentou o líder iraniano, ressaltando que propunha “um diálogo baseado no respeito e na justiça”. 

 

Na entrevista, Ahmadinejad reiterou que o programa nuclear iraniano não é utilizado para fabricar bombas nucleares, como suspeita a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e também repetiu que o Irã não abandonará suas pesquisas com fins pacíficos. 

 

O presidente disse que o Irã precisa da tecnologia nuclear para seu progresso, mas não para fabricar armas, embora as grandes potências identifiquem “energia nuclear” como “bombas atômicas”. 

 

Para o governante iraniano, os US$ 24 bilhões de trocas comerciais que o Irã tem com a Europa - a oitava parte de seus US$ 190 bilhões de comércio exterior total- podem ser substituídos em outras áreas do mundo se os europeus insistirem com suas sanções aos iranianos.

 

O Parlamento iraniano aprovou ontem uma lei que estabelece a redução das relações diplomáticas e econômicas com o Reino Unido, após as sanções adotadas pelo país contra Teerã por causa de seu programa nuclear. 

 

Ao todo, 179 parlamentares entre os 206 presentes votaram a favor da medida, antes de debaterem os detalhes do que deve ser feito a partir de agora. Entre as ações, deve estar a retirada dos embaixadores de ambos os países. 

 

O projeto preparado pela Comissão de Assuntos Exteriores prevê que a chancelaria reduza “em um prazo de duas semanas as relações com Reino Unido”, com as “relações econômicas e comerciais a um nível mínimo”.