Campinas - Delegados da Polícia Civil de São Paulo foram orientados a enquadrar como homicídio doloso - com intenção de matar - casos que combinam embriaguez ao volante, alta velocidade, infração a regras de trânsito e morte.
O delegado-geral do Estado de São Paulo, Marcos Carneiro, disse ter feito a recomendação no primeiro semestre deste ano, após verificar que o número de mortes em acidentes de trânsito estava aumentando.
“A opinião das autoridades envolvidas em cada caso será respeitada, assim como os limites da lei, mas é uma questão de sensibilidade social que a polícia busque aplicações mais rigorosas da lei”, afirmou.
“Morrer na calçada, atropelado por alguém alcoolizado, é uma brutalidade. Não pode ser considerado simples acidente de trânsito.”
No caso mais recente, dois suspeitos de participar de um racha que acabou na morte do lutador Kaio César Alves Muniz Ribeiro, 23 anos, em Campinas, foram indiciados sob suspeita de homicídio doloso. O atropelamento aconteceu na madrugada do último dia 18.
A empresária Adriane Aparecida de Souza, 42 anos, que atropelou o lutador, e o empresário Fabrício Rodrigues da Silva, 32 anos, suspeito de participar do racha, foram soltos na última sexta-feira, após decisão liminar do desembargador Alberto Mariz de Oliveira.