10 de julho de 2026
Articulistas

Sementes das políticas para juventude

José Dirceu
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 660 mil pessoas entre 15 e 19 anos e outras 132 mil entre 10 e 14 anos são responsáveis por suas próprias casas, diz o Censo 2010. Algo dramático, pois deveriam estar na escola. Quando o ex-presidente Lula assumiu, em 2003, isso começou a mudar. Em 2004, foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial da Juventude. Coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e composto por 19 Ministérios e secretarias, identificou os principais desafios e recomendou a criação de um Conselho Nacional de Juventude e de uma Secretaria Nacional de Juventude. Em 1º de fevereiro de 2005, instituímos a Política Nacional de Juventude e criamos o Conselho Nacional de Juventude, a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem).

 Além disso, diversas ações impactam positivamente à juventude, do crescimento econômico, que criou 15 milhões de empregos, até os avanços na Educação. Podemos citar: ProUni, Sisu, valorização do Enem, construção de 14 novas universidades e 140 escolas técnicas, com Lula, e Pronatec, com a presidenta, Dilma Rousseff. Em outras áreas, há o programa Segundo Tempo, os Pontos de Cultura, o Bolsa Variável do Jovem (dentro do Bolsa Família) e o Pronasci. Calcula-se em 11 milhões de jovens beneficiados.

 Não podemos esquecer o programa "Viver sem Limites", lançado em 17 de novembro e que prevê grandes investimentos: R$ 7,6 bilhões em três anos, sobretudo nas áreas de acessibilidade (R$ 4 bilhões), Educação (R$ 1,8 bilhão), Saúde (R$ 1,5 bilhão) e inclusão social e mobilidade urbana (R$ 300 milhões). Além disso, 42 mil escolas vão ser adequadas às pessoas com necessidades especiais - 60 mil pessoas não frequentam a escola. Serão 2.600 ônibus para levar à sala de aula esses estudantes, que serão atendidos por professores especialmente capacitados.

 Esses são exemplos indiscutíveis da preocupação das gestões do PT com a juventude. Apesar dos esforços, a obra não está completa. O Plano Nacional de Juventude (PL 4.530/04) jamais foi votado. Justamente para atualizá-lo e votá-lo no próximo ano é que o governo patrocina a vinda a Brasília de milhares de jovens, com idade entre 15 e 29 anos, para a 2ª Conferência Nacional da Juventude, de 9 a 12 de dezembro.

 Há muito a ser feito na agenda da juventude, como enfrentar o desemprego, que é três vezes maior nessa faixa do que entre adultos, ou em políticas de cultura e transportes, que impactam na formação e vida dos jovens. Passo a passo, temos enfrentado essas questões. Fundamentalmente, porque temos na juventude um dos pilares do desenvolvimento nacional.


O autor,José Dirceu, 65 anos, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT