Com o crescimento da taxa de divórcio no país, que atingiu em 2010 o maior valor desde 1984 (1,8 caso por mil habitantes), também aumentou na última década o número de recasamentos (casamentos em que pelo menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo). Em 2000, eles representavam 11,7% das uniões civis. Dez anos depois, eram 18,3% do total. Ao todo, em 2010, foram registrados 977.620 casamentos no Brasil, 4,5% a mais do que no ano anterior.
Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2010, divulgadas hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo traz informações sobre o número de registros de nascimentos e de óbitos, casamentos, separações e divórcios ocorridos no ano passado, além de retratar as características dos arranjos conjugais formalizados naquele ano.
O levantamento do IBGE mostra ainda que, em 2010, nos casamentos em que os dois cônjuges eram solteiros os homens tinham em média 29 anos e as mulheres, 26 anos – ambos com dois anos a mais do que o registrado em 2000.
O Rio de Janeiro foi o estado que registrou a menor proporção de casamentos entre solteiros (76,7%), e o Piauí, a maior (92,9%). Entre pessoas divorciadas, as maiores proporções foram observadas no Rio de Janeiro e em São Paulo (4,2%, em ambos). Já as uniões formais entre mulheres divorciadas e homens solteiros foram mais frequentes em Rondônia (5,9%) e São Paulo (5,8%). Na composição inversa, as maiores proporções foram observadas no Distrito Federal (10,0%) e no Rio de Janeiro (9,4%).
A taxa de nupcialidade – que é a divisão do número de cônjuges de 15 anos ou mais pela população dessa faixa etária, multiplicada por mil – teve um ligeiro aumento em relação a de 2009, atingindo 6,6 casamentos.