11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Atento à crise na Europa, dólar fecha mês a R$1,81

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

A decisão dos principais bancos centrais do mundo de baratear o crédito para enfrentar a crise da zona do euro provocou a queda de 2% do dólar nesta quarta-feira, com a moeda terminando um volátil mês de novembro na casa de 1,80 real.

Mas o alívio deve ser apenas temporário, com o câmbio ainda dependente da crise global --sujeito, portanto, a solavancos.

A moeda norte-americana fechou cotada a 1,8128 real para venda, em baixa de 2%. Em novembro, o dólar teve valorização de 6,47%. "A nossa projeção é de 1,80 (real) para o final do ano. Mas daqui até lá é simplesmente um jogo de pôquer", disse o economista-chefe no Brasil da corretora Raymond James, Mauricio Rosal.

"Depende basicamente da situação na Europa. Hoje está 1,80 (real), amanhã pode estar 1,70, 1,90 (real). A gente está numa situação extremamente volátil e deve permanecer aí um bom tempo."

Os principais bancos centrais do mundo, incluindo o Federal Reserve (dos Estados Unidos) e o Banco Central Europeu (BCE), anunciaram nesta quarta-feira a redução das taxas cobradas em operações de liquidez em dólares. O objetivo da medida era ajudar bancos europeus, que têm enfrentado dificuldades cada vez maiores para manter-se solventes em meio à desconfiança sobre as contas públicas de países como Itália e Espanha.

O banco central chinês também animou os investidores ao reduzir os depósitos compulsórios - parcela dos depósitos dos bancos que fica presa na autoridade monetária.

No Brasil, o Banco Central (BC) tem assistido ao vaivém do mercado sem intervir, por ora. A última atuação do BC ocorreu em 28 de outubro, quando fez um leilão de swap cambial, que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. O fluxo de capitais ao país também não tem sido fortemente prejudicado pela crise externa, com saldo positivo de 686 milhões de dólares em novembro até o dia 25.