08 de julho de 2026
Internacional

Casos de aids aumentam na China

Reuters
| Tempo de leitura: 3 min

Pequim - O número de novos casos de HIV/Aids na China está aumentando, informou a mídia estatal ontem, citando autoridades do setor da saúde, segundo as quais as taxas de infecções entre universitários e entre homens mais velhos estão em ascensão.

O Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças divulgou números mostrando 48 mil novos casos na China em 2011, disse a agência oficial de notícias Xinhua.

Quase 82% desses novos casos foram transmitidos através de relação sexual, informou a Xinhua. Entre 1985 e 2005, o aumento foi de 11,6%.

“A distribuição de casos de HIV/aids em nosso país está agora maior e mais espalhada do que nunca, impondo grandes dificuldades para a prevenção e aos esforços de controle”, disse Wu Zunyou, o diretor do Centro, de acordo com a Xinhua.

O Centro informou que o número de homens com 60 anos ou mais HIV-positivos subiu de 483, em 2005, para 3.031 em 2010 - 8,9% do total de casos de HIV no país.

O número oficial de portadores do HIV e de pacientes de aids na China deve subir de 346 mil para 780 mil até o fim de 2011 depois que os dados forem atualizados, afirmou a Xinhua.

O governo da China inicialmente demorou para reconhecer o problema do HIV/Aids nos anos 1990 e procurou acobertá-lo quando centenas de milhares de agricultores pobres da província rural de Henan se infectaram em esquemas de venda de sangue contaminado.

 

Falta de verbas

A comunidade internacional fez na última década avanços extraordinários no combate à Aids, mas a atual escassez de verbas ameaça reverter esses progressos, disseram agências de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) ontem.

Um relatório preparado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por outras agências, para ser divulgado por ocasião do Dia Mundial de Combate à Aids, em 1 de dezembro, disse que atualmente há 34 milhões de pessoas no mundo contaminadas pelo vírus HIV, que causa a doença.

A epidemia, diz o texto, representa um “formidável desafio”, mas “a maré está virando”. “As ferramentas para conseguir uma geração livre da Aids estão em nossas mãos”, afirma o relatório.

O otimismo, no entanto, é atenuado pela crise que assola o Fundo Global para a Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, instituição mista (pública-privada) que é a maior patrocinadora mundial de programas de prevenção e tratamento do HIV.

Na semana passada, o Fundo disse estar cancelando novas verbas para governos nacionais, e que novas concessões só serão feitas a partir de 2014.

De acordo com o relatório da ONU, o total de verbas destinadas ao combate à aids caiu de US$ 15,9 bilhões em 2009 para US$ 15 bilhões em 2010. As agências calculam que, para 2015, o mundo precisaria de US$ 22 bilhões a 24 bilhões para realizar ações abrangentes e eficazes contra a epidemia.

Em entrevista à Reuters em Londres, Gottfried Hirnschall, diretor da OMS para questões do HIV/Aids, disse que este é um momento crucial na luta contra a doença, aproveitando os avanços na redução de novas infecções e na distribuição de medicamentos aos pacientes.

Estudos divulgados nos últimos meses mostram que a agilidade no tratamento de novos pacientes é capaz de reduzir o ritmo de difusão do vírus nas populações.

 

Cristo Redentor ficará iluminado

Rio - A Prefeitura do Rio disponibilizará, neste sábado, nas 185 unidades municipais de saúde, 30 mil testes para detectar a presença de HIV e sífilis. O teste é gratuito e o resultado sai em dez dias. A ação é uma das iniciativas da campanha Fique Sabendo, para marcar o Dia Mundial de Luta Contra Aids, celebrado hoje. O secretário de Saúde, Hans Dohmann, aproveitou o lançamento da campanha, ontem de manhã, para convocar a população a participar.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 608 mil pessoas com HIV estão registradas nos programas DST/Aids, 34 mil registrados só no ano passado. No Rio de Janeiro, estão inscritas nos programas do governo 20.395 soropositivos. Deste total, 376 são crianças.

Durante três dias, a partir de hoje, dez monumentos da cidade, como o Cristo Redentor e a sede da Câmara Municipal, serão iluminados de vermelho, em alusão à cor da marca mundial que representa a luta contra a aids, o laço. Outros países, como Canadá, China, Irlanda e Estados Unidos também iluminarão monumentos.