Presidente Alves - Após denúncia anônima, a Polícia Militar Ambiental flagrou, na manhã de ontem, uma fábrica de palmitos no subsolo do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru). No prédio, onde já funcionou também a antiga Santa Casa, foram apreendidos 36,3 quilos de palmito. Na casa de Antônio Dorival Caro, 54 anos, a PM localizou mais 185 vidros com 573,5 quilos de palmito prontos para venda.
Segundo a Polícia Civil, era por volta das 10h30 quando a denúncia anônima indicou a rua Vereador Luiz Michelan Filho, sem número, como o local onde a fábrica funcionava. Chegando lá constataram três panelas industriais, 14 vidros pequenos e mais nove grandes de palmito além de ácido, recipientes de vidro e outros objetos para a fabricação irregular do produto, que foram apreendidos.
A fábrica não possui autorização para funcionar naquele local, considerado inadequado. Ali, Antônio Dorival Caro se identificou como responsável pelo estabelecimento pertencente a Urbano Papile Vaneza, 35 anos. A PM Ambiental encontrou ainda, na casa de Caro, outros 185 vidros de palmito prontos para a venda já embalados em caixa.
Como os dois homens não apresentaram nota fiscal do produto, foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Pederneiras. Em depoimento, eles afirmaram que estavam autorizados pela Prefeitura para utilizar o local.
A equipe de reportagem do JC tentou entrar em contato com a prefeita Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT) para esclarecer o caso, mas ela não foi localizada. Caro e Vaneza foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública e ainda receberiam uma multa por crime ambiental, aplicada pela PM, que não teve valor revelado.
A Polícia Civil instaurará inquérito para apurar o caso, qual o envolvimento da Prefeitura Municipal e se os dois acusados já são reincidentes. Caro e Vaneza prestaram depoimento e foram liberados.