Rio - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu um terceiro processo administrativo contra a Chevron após constatar que a plataforma de produção de Frade, na bacia de Campos, possuía uma unidade de produção de gás sulfídrico (H2S), que não estava previsto no plano de desenvolvimento apresentado pela empresa.
A constatação foi feita na terça-feira da semana passada. Apesar da unidade com o gás estar na mesma área, a plataforma que tinha a produção de gás não é a mesma na qual houve o vazamento de petróleo em novembro -o acidente ocorreu em uma unidade de perfuração.
De acordo com a diretora da autarquia Magda Chombriard, em uma auditoria anterior feita pela ANP, essa unidade não existia. “Não tinha isso (a produção de gás) registrado na ANP. Isso é um veneno para o trabalhador”, disse a executiva ontem, que prossegue nas investigações sobre o acidente na bacia de Campos.
De acordo com ela, além da autuação, foi feita também a comunicação sobre o caso ao Ministério do Trabalho. A agência ainda não definiu se a Chevron será multada devido à produção de gás sulfídrico.
Segundo a diretora da ANP, no momento a preocupação da agência é eliminar qualquer vazamento de petróleo que ainda persiste no local. Paralelamente são mantidas as investigações, que devem ser finalizadas em três meses.