09 de julho de 2026
Nacional

Dilma ratifica construção de refinaria com Venezuela, ao lado de Chávez

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Caracas - Em sua primeira visita oficial à Venezuela, a presidente Dilma Rousseff ratificou anteontem o interesse do Brasil em dois projetos caros a Hugo Chávez: a parceria bilateral para a construção da refinaria Abreu e Lima e a participação brasileira na formação do Banco do Sul. “Vamos construir a refinaria”, disse Dilma ao lado de Chávez, em reunião transmitida em cadeia de rádio e TV.

A mensagem de que está tomada a decisão política de fazer a parceria da venezuelana PDVSA e a Petrobras na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ocorre em meio a uma arrastada negociação entre as empresas.

Anteontem, a PDVSA pediu, e a Petrobras aceitou, ampliar por mais 60 dias o prazo para que a empresa venezuelana entregue aporte de R$ 4 bilhões para a refinaria - até agora paga integralmente pela parte brasileira.

A Petrobras resiste à parceria que foi idealizada em 2005, antes do achado das reservas nacionais do pré-sal, porque faria a refinaria dependente de importação de petróleo ultrapesado venezuelano. Anteontem, Dilma reafirmou que o Brasil importará 100 mil barris de petroleo/dia para a refinaria.

Por parte da PDVSA, há dificuldades para cumprir os compromissos financeiros do projeto, como as garantias para assumir metade de um empréstimo de R$ 9 bilhões com o BNDES e aportar recursos próprios.

No total, a refinaria terá um custo de R$ 26 bilhões.

Dilma também fez outro aceno a Chávez ao afirmar que o Brasil deseja por em andamento o mais rápido possível o Banco do Sul, instituição multilateral de crédito proposta pela Venezuela e cuja efetivação vem sendo negociada ao menos desde 2007. O Congresso brasileiro precisa aprovar a participação brasileira no banco.

 

Pedido de impeachment

Porto Alegre - Um professor de direito do Rio Grande do Sul afirma que enviou um pedido de impeachment do ministro Carlos Lupi (Trabalho) ao Congresso.

Sérgio Borja, 62 anos, de Porto Alegre, diz que fez uma petição à direção da Câmara tendo como base a declaração da Comissão de Ética da Presidência, que sugeriu a exoneração do ministro.

A comissão apontou que Lupi deu “explicações não satisfatórias” e “resposta inconveniente” a suspeitas de irregularidades em convênios firmados com membros do PDT.

Borja diz que incluiu como testemunhas no pedido os integrantes da própria comissão da Presidência. Ele juntou ainda uma certidão de sua ficha na Justiça Eleitoral e enviou tudo pelo correio para Brasília na quinta-feira.

“Qualquer cidadão pode fazer, não precisa nem ter inscrição como advogado”, disse.

O professor leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na PUC-RS e diz ter participado de passeatas contra a corrupção, como a promovida no último feriado de Sete de Setembro.