09 de julho de 2026
Nacional

Pais usam criatividade e fazem ?troca-troca? de brinquedos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Cansadas de verem em casa uma pilha de brinquedos esquecidos pelos filhos e de ouvi-los pedindo mais, Adriana Guimarães, 37 anos, e Ana Pagliari Perrone, 37 anos, resolveram partir para a “reciclagem”.

Inspiradas nas “garage sales” (vendas de garagens) americanas, juntaram outras amigas e promoveram uma feira de troca de brinquedos usados, no mês passado.

Itens que estavam encostados despertaram interesse de outra criança e acabaram ganhando novos lares. Brinquedo recém-adquirido teve gosto de novidade, sem que pais precisassem ir a lojas.

Em busca de um consumo mais consciente (e de menos gastos), pais estão partindo para alternativas na hora de escolher novos brinquedos.

Além de feira de trocas, há a opção de comprá-los usados em bazares ou de alugar.

Crianças levam itens “esquecidos”, colocam etiqueta com nome e começam a negociar. Às vezes, o brinquedo interessa tanto que há quem ofereça vários em troca.

“O item deixa de ser medido com valores monetários”, diz o jornalista Ricardo Ferraz, 36 anos, um dos coordenadores do projeto Boa Praça, cujo objetivo é revitalizar e promover o uso de praças.

No final de setembro, fez uma feirinha de trocas de brinquedos com a ajuda do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. O evento reuniu cerca de 20 crianças.

Lucas, 3 anos, quase se frustrou. Apaixonou-se por um carrinho de outro menino, mas nada do que ofereceu satisfez o dono do brinquedo. No final do evento, ganhou o item de presente e deu um trenzinho para outra menina.

A advogada Fabíola Pereira Bahruth, 33 anos, também optou por trocar os brinquedos da filha Letícia, nove meses.

Sócia do Clube do Brinquedo, empresa que oferece a locação de carrinhos, móbiles e até de montanhas-russas de plástico, ela trocou os itens usados da filha Letícia por créditos de aluguel.

O clube tem planos que vão de R$ 75,00 (dois brinquedos) a R$ 175,00 (sete) por mês.