Ribeirão Preto - O corpo do ex-jogador Sócrates, que morreu na madrugada de ontem aos 57 anos, foi enterrado às 17h30 de ontem no cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto (213 km de Bauru). O sepultamento foi acompanhado por familiares, amigos e torcedores de Corinthians - principalmente - e Botafogo. Ex-jogadores, como o lateral-direito Wladimir e o goleiro Zetti, acompanharam o velório ou o enterro de Sócrates.
Após orações, o ex-jogador foi homenageado com palmas pelos presentes.
Pouco antes, ao som do hino do Corinthians, entoado por torcedores que compareceram ao velório, o cortejo com o corpo chegou ao cemitério. O caixão com o corpo do ex-atleta seguiu dentro de um veículo funerário, e familiares foram em outro carro. Atrás, torcedores acompanham o cortejo cantando o hino do clube e com muitos deles portando um rádio portátil para ouvir o jogo entre Corinthians e Palmeiras, que deu ao ex-time de Sócrates o título de campeão brasileiro de 2011.
Capitão da seleção brasileira de 1982, Sócrates, o “Calcanhar de Ouro” é reconhecido como um dos maiores jogadores de sua geração.
Fumante e consumidor de álcool, mesmo nos tempos de jogador, Sócrates estava internado e respirava com a ajuda de aparelhos em um hospital em São Paulo desde quinta-feira, quando confirmou-se que ele havia sofrido uma infecção alimentar.
Sócrates, que era formado em medicina e conhecido por Doutor, já havia passado por três internações desde agosto, quando passou nove dias no hospital devido a uma hemorragia digestiva provocada pelo abuso de álcool.
O ex-meiocampista, que jogou pela seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986, passou 17 dias no hospital em setembro, com problemas no fígado, e foi cogitada a necessidade de um transplante.
Nascido em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, Sócrates começou no Botafogo de Ribeirão Preto, onde tornou-se o destaque do time, embora conciliasse o futebol com o curso de medicina. Ele integrou-se ao Corinthians em 1978, onde permaneceu por seis anos.
Barbudo, esguio e popularmente conhecido como “Magrão”, Sócrates fez parte de uma geração de ouro do Brasil, que incluía Zico, Júnior, Falcão e Éder.
O brilhante time brasileiro de 1982 é considerado um dos melhores da história que não conquistaram a Copa do Mundo, após uma inesperada derrota na segunda fase do torneio para os italianos, que se tornariam campeões na Espanha.