O resultado do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, revela que Bauru está numa situação satisfatória em relação à dengue. O índice de infestação é de 0,9. Ou seja, 0,9% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito, explicou a assessoria de imprensa da pasta. No entanto, no início de novembro, a Secretaria Municipal da Saúde informou que o Liraa do município era de 1,1%.
Neste caso, Bauru - cidade com 4.438 casos da doença, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo - estaria em situação de alerta.
Enquadram-se nesta avaliação as cidades que apresentam índice entre 1% e 3,9%. Os apontados com risco de surto têm percentual superior a 3,9, como é o caso de Catanduva, no Estado de São Paulo. Avaliações inferiores a 1%, satisfatórias.
No início de novembro, porém, a administração municipal divulgou percentual diferente porque informou o Breteau, embora tenha informado tratar-se do Liraa. No primeiro caso, leva-se em consideração o número de recipientes positivos por imóveis, já o segundo se restringe ao Índice de Infestação Predial, portanto, o número de imóveis positivos.
Seja como for, os números de Bauru demonstram uma situação aparentemente confortável, embora a cidade só perca em quantidades de casos registrados em território paulista para Ribeirão Preto (com 18.672 casos autóctones).
Independentemente do índice, as cidades não podem baixar a guarda: ao contrário, devem intensificar suas ações.
Foram avaliados 561 municípios; 236 cidades estão em alerta (com índice entre 1% e 3,9%) e 277 possuem índice satisfatório, abaixo de 1%. O levantamento passará a ser feito, pelo menos, três vezes ao ano. A medida tem como objetivo possibilitar que as comunidades conheçam os lugares mais críticos.