08 de julho de 2026
Geral

Bauruense recebe prêmio de Dilma

Yara Aquino
| Tempo de leitura: 2 min

Wilson Dias/ABr

Dilma Rousseff entrega prêmio a Ana Gabriela Person Ramos na 25º edição do prêmio

Autores de projetos desenvolvidos na área de sustentabilidade e infraestrutura de cidades receberam ontem o Prêmio Jovem Cientista. A cerimônia de premiação foi no Palácio do Planalto com a presença da presidente Dilma Rousseff, que destacou a pretensão do governo de criar no país um ambiente “extremamente” favorável ao desenvolvimento da ciência. A bauruense Ana Gabriela Person Ramos foi a primeira colocada na categoria Estudante de Ensino Médio, da 25ª edição do Prêmio Jovem Cientista.

Ela estava com o braço pintado “Xingu Vive” e pediu emocionada à presidente para que pare as obras da hidrelétrica de Belo Monte, durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Dilma falou na solenidade sobre a importância do Prêmio Jovem Cientista.  “Se não tivermos a produção científica em nosso solo, não realizaremos todo o potencial desse país. Aqui podemos criar, fazer ciência, criar tecnologia e inovar. Podemos agregar valor e melhorar a vida de cada um dos brasileiros e do mundo.”

A 25ª edição do prêmio teve o tema Cidades Sustentáveis, com 2.321 trabalhos inscritos. Os prêmios variaram de R$ 30 a R$ 10 mil, para quem ficou em primeiro, segundo e terceiro lugar nas categorias graduado e estudantes de ensino superior. Além disso, os estudantes de ensino médio ganharam um computador e uma impressora. As escolas dos alunos do ensino médio e orientadores dos trabalhos também recebem prêmios.

Vencedora da categoria graduado, Uende Gomes, 29 anos, da Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisou três áreas de vilas e favelas de Minas Gerais que detêm deficiências em saneamento básico. Ela identificou problemas que devem ser solucionados para garantir a ampliação dos serviços nessas regiões. “O que me motivou a fazer essa pesquisa foi já ter convivido com falta de saneamento básico”, contou durante a cerimônia de premiação.

No estudo, ela constatou que a exclusão social contribui para dificultar o acesso ao saneamento. Entre os fatores apontados está, por exemplo, o elevado custo da tarifa cobrada pelo serviço, o que leva os usuários a buscarem fontes de água inseguras e disposição inadequada do esgoto.

Uma escola de ensino médio do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Minas Gerais também foram premiadas por terem o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. Ainda foram oferecidas bolsas de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para os premiados que atendam aos critérios estabelecidos pela instituição.

A intenção do prêmio é incentivar a aplicação do conhecimento tecnológico e científico na solução de problemas emergenciais do país. Desde 1981, quando foi criado, o prêmio contabilizou 17 mil projetos inscritos.